segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Aniquilacionismo

A primeira vez que ouvi essa palavra se referindo aqueles que creem na inconsciência dos mortos eu fiquei chocado! Afinal, a palavra aniquilar é muito forte. Aniquilar seria "reduzir a nada, destruir completamente; exterminar".

Aniquilação seria uma destruição absoluta e aniquilacionismo uma doutrina baseada na aniquilação, mais especificamente da alma. Esse termo ainda me causa incômodo, apesar de não poder dizer que ele estaria completamente errado. Talvez só não expresse o que sinto em relação do que acontece com os mortos.

Alma mortal

Independente do que consideramos ser "alma", a Bíblia deixa clara que ela morre, ou seja, é mortal (Ezequiel 18:4) e pode ser destruída (Mateus 10:28). Também vemos que essa alma não é consciente na morte (Salmo 146:4; Eclesiastes 9:5, 6 e 10).

Tanto "alma" quanto "espírito" são palavras polissêmicas na Bíblia, ou seja, tem vários sentidos, mas todos são aproximados. Postei estudos sobre esses pontos aqui e aqui respectivamente. Também aqui e aqui para espírito. Para resumir, as interpretações bíblicas para alma vão desde a vida em si até o que se passa na mente das pessoas (grego psiquê  "alma" explica bem isso). Já espírito vai para as forças motivadoras e influenciadoras para a alma humana, afinal tanto o termo hebraico (ruaḥ) quanto grego (pneuma) são traduzidos como vento, sopro. Por isso que é chamado de Espírito Santo a entidade que nos influência para o bem e para a verdade.

Mesmo compreendendo a mortalidade da alma, a sua inconsciência e o significado mais amplo dos textos bíblicos, há um texto que majoritariamente mostram a alma como uma entidade com destruição num momento diferente da do corpo:
Não tenham medo dos que querem matar o corpo; eles não podem tocar na alma. Temam somente a Deus, que pode destruir no inferno tanto a alma como o corpo.
Mateus 10:28, Nova versão Transformadora
Esse texto mostra que a morte do corpo podo ocorrer com a força de homens maus, mas esses não podem matar a alma. O que destrói ambos é o inferno, que claramente está sobre o controle de Deus segundo o texto acima.

Mas então a alma só morrerá no inferno? Ela é algo que só Deus pode destruir? E o aniquilacionismo? Ele só existiria após a morte no inferno? Para responder essas questões gostaria de voltar a ideia que postei nesta postagem.

Acredito que Jesus não afirma com as palavras de Mateus 10:28 a existência de alguma espécie de vida durante o período em que o corpo esteja morto, mas sim que independente do que acontecer com nosso corpo voltaremos a viver.

Guardados em Deus

Na postagem "Onisciência: como funciona a mente de Deus", demonstrei como imagino que tudo está na consciência de Deus, inclusive cada detalhe de nossa existência. Por isso, só Ele é capaz de restituir a vida de seres que já existiram. A única coisa que impediria isso seria a sua própria vontade. Sua palavra diz que ele vai retomar a vida de bons e maus (João 5:28 e 29), sendo que os maus seriam ressuscitados para serem julgados e os bons para viverem eternamente com Cristo (Apocalipse 20:5 e 6). Perceba que entre as duas ressurreições haveria um intervalo de mil anos.

Os maus seriam destruídos novamente de pois de julgados, mas agora seria para sempre, pois Deus não os irá ressuscitar novamente. Essa seria a segunda morte:

Então a morte e o Hades foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte.
Apocalipse 20:14
O diabo, que as enganava, foi lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já haviam sido lançados a besta e o falso profeta. Eles serão atormentados dia e noite, para todo o sempre. Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. O vencedor de modo algum sofrerá a segunda morte.
Apocalipse 2:10 e 11
Felizes e santos os que participam da primeira ressurreição! A segunda morte não tem poder sobre eles; serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante mil anos.
Apocalipse 20:6 
Mas os covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que cometem imoralidade sexual, os que praticam feitiçaria, os idólatras e todos os mentirosos — o lugar deles será no lago de fogo que arde com enxofre. Esta é a segunda morte".
Apocalipse 21:8

Algumas pessoas creem que num sofrimento eterno da alma nesse lago de fogo, mas para mim o próprio texto fala que o lago de fogo é a segunda morte. Como assim? Veja, o Apocalipse trabalha vários símbolos, inclusive alguns o próprio livro diz o que é, como vemos em Apocalipse 1:20, que mostra que as estrelas são anjos e os candelabros são igrejas. Nesse texto mostra que o lago de fogo é a segunda morte, não um lugar de sofrimento eterno real, mas um lugar em que a vida seria aniquilada.

Mais uma confirmação sobre isso está no fato que os conceitos abstratos "morte" e "Hades" (algumas traduções colocam "Inferno" no lugar de "Hades"),  também serão enviadas para esse lago de fogo. Não é tema daqui, mas ajuda a entender que Besta e Falso profeta também são conceitos que seriam aniquilados já no início dos mil anos, mas discutiremos isso em outra postagem, ok? Na verdade não sei quando.

Voltando ao aniquilacionismo

Depois de refletirmos nos conceitos acima, vejo que muitos já podem entender um pouco melhor a visão chamada de aniquilacionista.

A aniquilação, ao meu ver, ocorre em toda e qualquer morte física do corpo, afinal não há consciência sem corpo. Mas, como é prometida uma ressurreição, essa aniquilação não é irreversível, pois Deus, por escolha, traz de volta a vida tanto bons como maus novamente. Já na segunda morte, os que passarem por ela serão novamente aniquilados, mas de forma definitiva agora, pois Deus escolheu não mais dar a vida a esses.

Apesar de na prática ser a mesma coisa, alguns aniquilacionistas não veem toda morte como aniquilação, mas apenas a segunda. Questão de definição, não de contradição de conceitos.

Mesmo depois de tudo esclarecido ainda não gosto da palavra, pois é dura. Mas, talvez seja a melhor palavra para o que acontecerá, principalmente se aplicada a segunda morte.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Onisciência: como funciona a mente de Deus?

Prepotência, arrogância, soberba e presunção são alguns substantivos que provavelmente vieram a mente do internauta ao ler o título dessa postagem.

Claro que o que proponho aqui são apenas reflexões baseadas na Bíblia e no conceito de onisciência que abstraímos dela, afinal, se a mente humana já é um universo magnífico o qual a ciência tem dificuldade em conhecer, imagina a mente divina.


Onisciência

Senhor, tu me sondas e me conheces.
Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos.
Sabes muito bem quando trabalho e quando descanso; todos os meus caminhos te são bem conhecidos.
Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, Senhor.[...]
Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe.
Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Disso tenho plena certeza.
Meus ossos não estavam escondidos de ti quando em secreto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.
Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir.
Como são preciosos para mim os teus pensamentos, ó Deus! Como é grande a soma deles!
Se eu os contasse seriam mais do que os grãos de areia. Se terminasse de contá-los, eu ainda estaria contigo.
Salmos 139:1-4, 13-18
Deus sabe tudo. Se isso te causa algum desconforto, olha que piora. Deus não só sabe tudo, mas sempre soube. Isso é o que vemos neste salmo, o qual também transmite a onipresença divina.

Muitos ao olhar para esse texto veem uma predestinação do que acontecerá na vida de cada um, destruindo a liberdade de escolha de cada um, chamada também de livre-arbítrio. Há outros textos que também trazem aparente ideia de Deus determinar a salvação e perdição, como Romanos 8:29 e 30 e Efésios 1:3-6.

Esses textos se chocam com outros que mostram a escolha humana, como 1 Timóteo 2:3-4, 2 Pedro 3:9, pois mostram o divino de salvação universal, além de Deuteronômio 30:19, Josué 24:14 e 15, Isaías 1:18-20, Apocalipse 3:20 e muitos outros textos que demonstram convites e escolhas que o ser humano deve tomar.

Sabe, eu acredito que Deus permitiu essas aparentes contradições por um motivo: ocuparmo-nos com sua palavra. Não podemos nos acomodar de estudar, pensar, refletir nela, para que possamos aprender mais dEle.

Não acredito que Deus tenha criado a cada um sem o poder de decidir entre fazer o bem e o mal. Claro que depois do pecado perdemos essa capacidade, mas foi nos concedida novamente com a promessa da morte de Cristo e a ação do Espírito Santo sobre nós. Mas isso não explica o que o saber tudo de Deus significa, não é mesmo?

Ter certeza que algo acontecerá não faz com que eu tenha escolhido que seria desse jeito. Claro que grandes decisões como salvar a humanidade ou destruí-la e começar do zero são decisões divinas, mas Ele escolheu um caminho diferente. Ele viu onde iria dar esse e escolheu ele. Qual é esse caminho. Um caminho onde a salvação é condicionada a nossa escolha. Claro que ele sabe quem vai ou não vai se salvar antecipadamente, mas não porque ele ignorou nossas escolhas, mas por saber qual seria.

Um exemplo para ilustrar essa parte seria a de uma câmera que filmasse o futuro. Ela pode ver o que acontecerá, mas não mudará nada, no caso, por não ter poder para isso. Deus tem poder para alterar, mas não é isso que Ele faz, ao menos não O faz em relação a nossa escolha exclusiva de aceitarmos ou não essa salvação.

Mais uma coisa a respeito do "ver o futuro". Como Deus veria o futuro se ele ainda não aconteceu? Deus vê pois sua capacidade mental é tão extraordinária que a sequência de cada fato e escolha que dará é organizada de tal forma em sua mente que Ele tem convicção do que acontecerá, inclusive em cada detalhe, capacidade impossível para qualquer outro ser.

Segundo o livro de Daniel e demais profecias bíblicas cumpridas, temos convicção que Deus age na história, inclusive, até suas ações ele já previa muito anteriormente, ou, em outras palavras, Ele já via o que faria antes mesmo de o fazer, o que nos leva para o próximo subtítulo.

A mente de Deus
Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito procedente de Deus, para que entendamos as coisas que Deus nos tem dado gratuitamente.
Delas também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito, interpretando verdades espirituais para os que são espirituais.
Quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente.
Mas quem é espiritual discerne todas as coisas, e ele mesmo por ninguém é discernido; pois
"quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo? " Nós, porém, temos a mente de Cristo.
1 Coríntios 2:12-16
Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e inescrutáveis os seus caminhos!"Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? "
"Quem primeiro lhe deu, para que ele o recompense? "
Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém.
Romanos 11:33-36
Quem afinal, pode sondar a Deus? Quem pode compreendê-lo por completo? Ninguém, correto. Mas lhe conhecemos, não por completo, através de Cristo. Não que Cristo não o represente perfeitamente, mas por não sermos capazes por sermos finitos. Poderia o finito caber o infinito?

O próprio Salomão declarou que a pessoa de Deus não caberia nem em tudo, ou... como poderia dizer? "... nem os céus e até os céus dos céus não te podem conter" (1 Reis 8:27)? Acho que isso. Não dá para entender por completo o ser divino, afinal, Ele habita em luz inacessível (1 Timóteo 6:16).

Afinal, dá para se concluir o que se passa na mente de Deus? Sim. Tudo se passa lá. Tudo mesmo. Inclusive o que jamais veio a existência, incluindo o que nunca virá.

Todas as ciências, todo o conhecimento, tudo o que já não existe, tudo o que ainda existirá, está lá, na mente de Deus. De certa forma, este pensamento lembra muito o mundo das ideias de Platão, mas não o é.

Assim como nós inventamos, sonhamos, criamos coisas, Deus o faz, mas a diferença é que mesmo que ele jamais execute uma ideia, ou feito, eles estão na mente dele, os compreendendo de uma maneira que jamais nós o compreenderemos.

Só Deus tem essa capacidade e esse poder, inclusive de tudo que é chamado de mal estar na mente dele e não vir a existência por intermédio dele. Afinal, conhecer algo não é ser algo, pois entendermos mais sobre um serial killer não nos torna um, apesar de no nosso caso isso poder nos influenciar.

Concluo com uma última ideia, a qual trabalharei em outra postagem, que é: Deus é o único que conhece cada ser humano, incluindo suas células, memórias, sonhos, desejos, inclusive essas coisas nos que já  deixaram de existir. Deste modo, Ele é o único que pode trazer-nos novamente a vida, e do nada. Deus tem a capacidade de fazer com que voltemos a vida exatamente do modo que éramos antes de morrermos, sem nenhuma diferença, inclusive nos fios de cabelo, afinal, ele sabe exatamente quantos são (Mateus 10:30).

terça-feira, 21 de março de 2017

Revolução nos estudos sobre alimentação

... você terá que alimentar-se das plantas do campo.
Gênesis 3:18
Assisti vários documentários sobre alimentação nos últimos dias, todos no Netflix. Desde os anos 90 sou interessado no assunto, por ligar nossa saúde física e mental à alimentação natural.

Dos vários que existem no Netflix, os que assisti foram: Fat, sick and nearly dead, onde Joe Cross mostra sua experiência com um jejum de suco de vegetais que usou durante sessenta dias para se recuperar de uma doença rara sem o auxílio de remédios. Ele também dirigiu o Fat, sick and nearly dead 2, onde mostra a continuação de sua vida e a importância de manter os vegetais como a maior fonte de alimentos para o corpo, e The kids menu, que mostra algumas soluções para envolver e promover a alimentação natural para as crianças.

Foodmatters é o que mais gostei, por achar equilibrado e ter tantos especialistas falando a respeito da necessidade de uma dieta a base de plantas. Já Cowspiracy traz evidências de que o impacto negativo que nós temos na  natureza vem especialmente por causa da criação de gado para o abate, inclusive a poluição do ar.

A alimentação cárnea não é a original do homem criado por Deus, como vemos no texto introdutório. Assim que o homem peca, a alimentação muda. Em Gênesis 2:16 e 17, o homem recebe como alimentação os produtos das árvores, mas após o pecado há uma pequeno acréscimo: as plantas do campo.

A alimentação cárnea é indicada por Deus somente após o dilúvio, nos levando a crer que a falta de vegetais levou essa permissão (Gênesis 9:1-4). Veja que o dilúvio ocorreu por causa do pecado generalizado (Gênesis 6:3). Interessante que após o dilúvio, o tempo de vida das pessoas descritas no texto sagrado vivem bem menos. Bem mesmo. Os antediluvianos como Matusalém, o qual morreu bem próximo do fechamento da arca, chegaram a viver 969 anos (Gênesis 5:21-27).

Mas não se iluda com o texto de Gênesis 9:4, pois não era toda a carne que se podia comer. Só ás limpas eram para consumo humano. Você pode ver que se comesse dos animais que só tinham um casal, a raça se extinguiria para sempre, mas na arca entraram um casal dos animais impuros e sete casais dos limpos (Gênesis 7:2 e 3). Qual você acha que Noé e sua família se alimentaram? Essas restrições ficam mais claras ainda depois do sinai, onde Deus dá uma lista dos animais que se pode e não se pode comer (Levítico 11). Além dessa descrição temos a proibição de comer essas carnes com sangue e as partes da carne.

Arqueologicamente vemos que as pessoas comuns dos povos de todos os tempos comiam pouca carne, pois não tinham como se alimentar sempre dela. O gado é posse. Os modos de conservação não eram bons como os temos hoje também. Os reis, faraós e outras pessoas que poderiam se servir com maior abundancia de carne, acabavam sofrendo de doenças cardiovasculares e de obesidade. Na verdade, só no século XVIII e XIX de nossa era que a carne se torna tão consumida em nossa sociedade, mas nada igual o que existe hoje.

No século XIX, houve uma grande revolução na ciência médica e de cuidado da saúde. Grandes estudos, experimentos e teorias foram feitos e, em meio a esse ambiente, nasceu uma igreja que acaba se envolvendo na área da saúde de forma impressionante, criando sanatórios, produtos alimentares a base de plantas e estilo de vida que melhoram a qualidade de vida e curam doenças através de tratamentos naturais. Essa é a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Segundo os escritos de Ellen G. White, a qual os adventistas acreditam ser uma profeta de Deus, cumprindo em parte o que diz em Joel 2:28, Deus deu uma mensagem para esse povo viver e pregar, segundo sua missão dada na terceira mensagem angélica de Apocalipse 14:9-12.
Aqui está a perseverança dos santos que obedecem aos mandamentos de Deus e permanecem fiéis a Jesus.
Apocalipse 14:12
Obedecer os mandamentos de Deus envolve as leis de saúde, ou seja, ar regras importantes de se seguir para termos boa saúde. Essa visão fez com que essa igreja se importasse em criar clínicas e hospitais que funcionam até hoje, além de escreverem muita literatura para ensinar a todos como viver mais próximo ao plano original de Deus quanto ao que comer e como viver, mesmo nesse mundo de pecado.

Depois de um estudo com os adventistas de Loma Linda (Califórnia) (veja um pouco nesse link e pesquisando sobre o programa SBT realidade e Loma Linda), o estilo de vida que eles pregam e vivem dá uma melhoria de vida muito grande aos que o adotam.

Esses estudos e pesquisas sobre alimentação mostram que Deus sempre soube o melhor para nós. Alguns cristãos atentos ao texto bíblico já perceberam que é importante rever o excesso de consumo cárneo (principalmente depois da operação "carne fraca") e a importância de cuidar de nosso corpo, por ele ser um templo onde queremos que o Espírito Santo habite da melhor forma possível (1 Coríntios 3:16 e 6:19).
Amado, oro para que você tenha boa saúde e tudo lhe corra bem, assim como vai bem a sua alma.
3 João 1:2

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Holy Hell

Este é um documentário sobre a experiência de pessoas que viveram numa seita chamada Budhafield, incluindo o diretor Will Allen, o qual viveu nela e com seu líder narcisista por 22 anos.

Documentários como esses nos fazem refletir nos moldes que a religiões tem usado para cultivar e manter seus fiéis. Não é uma questão de Deus, mas uma de liderança espiritual. Também sobre lavagem cerebral e tornarmo-nos pessoas incapazes de pensar sobre alguns aspectos de nossa religião.

Mesmo em meio a tamanhas mentiras, os entrevistados perceberam que o que os mantiveram tanto tempo naquele lugar era os membros, e não especificamente o líder. O ambiente de aceitação e camaradagem faziam que eles não quisessem abandonar o grupo, e continuavam recebendo abusos e escondendo-os.

Todos nos vivemos em famílias, sejam de sangue ou lugares que nos aproximam da sensação de estarmos fazendo parte de algo. Muitos abusos acontecem nesses ambientes e, por não querermos perdê-lo, acabamos sofrendo em silêncio nesse ambiente, sem termos alguém para contar ou desabafar.

Um ambiente saudável envolve a possibilidade de ser ouvido e de ter uma opinião diferente. Aceitação não é concordar com tudo que o outro faz, mas continuar amando. Para isso ficar claro para a outra pessoa é necessário resolver a situação emocional que a discordância acaba trazendo, e isso deve acontecer rapidamente como dito em Efésios 4:26: "Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha" (NVI). E amar, segundo a Bíblia, é não folgar com a injustiça (1 Co 13:6), e a repreensão é um ato do amor, "pois o Senhor disciplina a quem ama"(Hb12:6, NVI).

Sabe, ter o controle sobre a vida das pessoas não é algo que nem Deus faz. Ele dá liberdade, a verdadeira liberdade. Ele expande a mente para as verdades do universo, não fantasia sobre o presente. Os profetas, inclusive, eram homens que desafiavam a religião atual por ordem de Deus, mostrando seus erros para com seus fiéis. Isso mostra que qualquer líder religioso pode acabar se tornando um manipulador, seja por ordem de outros, sem se perceber ou por desejo próprio.


Um livro que trata disso é Manipulação, dominação e controle de Yinka Oyekan. O livro não só fala das formas de manipulação mas de como podemos evitar sermos manipulados, manipuladores ou deixarmos de ser ambos.

Mas como Cristão que crê num Deus que odeia esses instrumentos satânicos, creio que Deus usa seu Espírito Santo para nos guiar nos bons caminhos. Que nos ajuda a decidir e repreende o erro, não nos manipula contra nossa vontade, mas nos conduz para verdadeira sabedoria para revelar uma verdade que só pode ser revelada se a outra pessoa estiver com o mesmo Espírito Santo agindo em seu coração e ajudando-o a entender as verdades espirituais.

Sei que para muitos o que ocorreu com esse grupo é um ataque mortífero a qualquer tipo de fé, mas a verdadeira fé vai continuar ecoando, por mais que haja maus exemplos e erros vindo de falsos mestres e até de verdadeiras pessoas espirituais.

Que Deus nos guie nos seus caminhos sempre. Amém.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Sermão: A história de Zaqueu.

A História de Zaqueu

Hino Inicial:
Hino Final:
INTRODUÇÃO
1. Texto: Lucas 19:1-10.
2. Contexto: .
3. Objetivos: (1) procurar a conversão genuína.
4. Proposição: (1) entender como Jesus atraí as pessoas a Ele; (2) perceber que o trabalho do Espírito Santo é anterior ao encontro com Jesus; (3) notar que os frutos do Espírito ocorrem muitas vezes antes mesmo do encontro com Jesus.

ARGUMENTAÇÃO
I. Zaqueu procurou ver Jesus – v. 4.
1. Foi atraído a Deus.
2. Foi atraído a Cristo.
3. Este é o papel do Espírito Santo.
II. Zaqueu recebeu Jesus com alegria – v. 6.
1. Era considerado pecador por todos.
2. Teve atitude humilde e de adoração.
III. Zaqueu demonstrou frutos de salvação – v. 8.
1. Ele mudou de atitude (não de profissão).
2. Filho de Abraão (tinha fé de Abraão).

CONCLUSÃO

1. Orar por genuína conversão.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Sermão: A Sabedoria é Vida

A Sabedoria é Vida

Hino Inicial: 302
Hino Final: 263
INTRODUÇÃO
1. Texto: Eclesiastes 9.
2. Contexto: Explicar sobre o livro de Eclesiastes.
3. Objetivos: (1) Entender a mensagem principal do livro; (2) aplicar o cerne do livro à vida.
4. Proposição:.

ARGUMENTAÇÃO
I. Tensão Morte e vida
1. Casa de morte – Eclesiastes 7:2 .
2. Sabedoria dá vida – Eclesiastes 7:12 .
Obs.: A tensão de morte do livro é para dar mais força à vida, ou seja, entender que na morte não há nada traz uma vontade maior de viver.
II. Os deveres
1. Guardar os mandamentos – Eclesiastes 12:13.
2. Fazer tudo da melhor forma – Eclesiastes 9:10.
III. A verdadeira recompensa
1. Comer e beber – Eclesiastes 9:7.
2. Vestes brancas e azeite na cabeça (dignidade e magestade) – Eclesiastes 9:8.
3. Aproveitar a vida com o amor de sua vida – Eclesiastes 9:9.

CONCLUSÃO

1. Procure a Sabedoria, procure a vida e com certeza Jesus a dará com abundância (João 10:10).

Sermão: O Dom do amor

O DOM DO AMOR

Hino inicial: 123
Hino Final: 115
INTRODUÇÃO
1. Texto: 1 Coríntios 13:4-13.
2. Contexto: Do capítulo 12 ao 14 da primeira carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo fala sobre os dons espirituais com a intenção de resolver a desorganização e desunião na igreja de Corinto, causadas pela má compreensão e mal uso dos dons nela. Em meio à argumentação crescente a respeito do funcionamento dos dons espirituais na igreja, ele afirma que os coríntios deveriam procurar zelosamente os melhores dons e, logo em seguida, promete apresentar o caminho mais excelente (12:31), começando, deste modo, as suas declarações sobre o dom do Amor (capítulo 13). Já no capítulo 14 verso 1, ele conclui apelando para que sigamos esse caminho.
3. Objetivos: (1) Explicar a supremacia do Amor perante os outros dons; (2) Levar o ouvinte a procurar conhecer melhor esse dom; (3) Levar o ouvinte a praticar esse Amor.
4. Proposição: Todo o dom dado por Deus contém o dom do Amor, o qual se desenvolve até sua perfeição, sendo o único que jamais passará.

ARGUMENTAÇÃO
I. O DOM DO AMOR É ALTRUÍSTA
1. Suas qualidades beneficiam outros – v. 4, 5 e 7.
2. Suas qualidades negam o egoísmo – v. 4, 5 e 7.
3. Suas qualidades estabelecem a justiça – v. 6.
II. O DOM DO AMOR É ETERNO
1. Há dons passageiros – v. 8.
2. Há dons permanentes – v. 13.
3. Os passageiros serão destruídos quando os permanentes se tornarem perfeitos – v. 8-12.
III. O DOM DO AMOR É SUPREMO
1. O dom do Amor é maior que o dom da Fé – v. 13.
2. O dom do Amor é maior que o dom da Esperança – v. 13.

CONCLUSÃO
1. O amor é altruísta, eterno e supremo. Essas são algumas coisas que aprendemos do Amor hoje. Mas nós estamos longe de entendê-lo por completo.
2. Procure a cada dia aprender mais desse amor, o qual é manifesto plenamente através de Jesus Cristo em toda a história da redenção.

3. E, ao aprender desse Amor, o qual é presente de Deus, ponha-o em prática, pois só assim poderemos ser valorosos diante de Deus.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

O que vem com a Morte?


Deveras todas estas coisas considerei no meu coração, para declarar tudo isto: que os justos, e os sábios, e as suas obras, estão nas mãos de Deus, e também o homem não conhece nem o amor nem o ódio; tudo passa perante ele.Tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento. Este é o mal que há entre tudo quanto se faz debaixo do sol; a todos sucede o mesmo; e que também o coração dos filhos dos homens está cheio de maldade, e que há desvarios no seu coração enquanto vivem, e depois se vão aos mortos. Ora, para aquele que está entre os vivos há esperança (porque melhor é o cão vivo do que o leão morto). Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento. Também o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.
Eclesiastes 9:1-6
Na madrugada dessa terça-feira o Brasil foi impactado com a notícia da morte de 71 pessoas no acidente aéreo na Colômbia com a delegação do time brasileiro de futebol Chapecoense. Na verdade, não só o Brasil se comoveu, mas o mundo inteiro prestou suas condolências ao saberem dessa fatalidade.

Os clubes brasileiros estão tomando atitudes de solidariedade ao clube e o governo de vários países tentam ajudar nesse momento de dificuldade para os familiares, amigos e a cidade de chapeco, por serem os mais afetados pela tragédia.

Mas o que mais me chamou a atenção é o que ocorreu poucas horas depois da tragédia ser anunciada. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) cancelou a final da Copa do Brasil entre Grêmio e Atlético mineiro e toda a última rodada do Campeonato Brasileiro, atitude totalmente diferente do que aconteceu 22 anos atrás quando um herói nacional morria num acidente de fórmula um: o piloto Ayrton Senna.

No dia 1º de Maio de 1994 morreu o que talvez foi o maior piloto de fórmula 1 que o mundo já conheceu. Foi no prêmio de Imola na Itália que aconteceu, mas ele não foi o único piloto a se acidentar nesse prêmio e, infelizmente, não foi o único a morrer. No treino classificatório já havia morrido o piloto Roland Ratzenberger e vários outros acidentes sérios tinham ocorrido. Todos os pilotos estavam abalados e, inclusive o brasileiro. Ele ainda pediu para não correr, mas, como dizem nos show business "o show tem que continuar". Mas há coisas mais importantes que o intertainment.

Se a atitude dos dirigentes da fórmula 1 fosse igual ao dos do futebol da CBF e da Comebol, provavelmente teríamos por mais tempo nosso píloto mais estimado.

A morte, segundo a Bíblia, é o último inimigo a ser vencido (1 Coríntios 15;26). Mesmo assim a morte trás algo importante: a reflexão do valor da vida. Em meio a morte olhamos para a vida, o que há de bom, e isso traz o que há de melhor em nós.

O jogador Alan Ruschel pediu para que guardasse sua aliança, outros jogadores que chegaram vivos perguntaram sobre a família nos levando a ver que pessoas acostumados a agradar multidões ainda precisam do mesmo fundamento base que todos nós precisamos, a família (Veja Eclesiastes 9:9).

Em meio à morte, nos voltamos mais fortemente a vida, procurando o que ela há de melhor. Procuramos o mais importante na vida e isso nos faz aprender o que realmente é viver, e viver com abundância. Esse é o motivo de Salomão (o mais aceito autor de Eclesiastes) dizer "Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração" (Eclesiastes 7:2).

O texto que escolhi não o fiz por querer defender uma doutrina ou para ser dramático, mas para mostrar a real essência do livro de Eclesiastes: como devemos viver a vida. O que realmente importa? Viver em abundância e o livro dá várias dicas disso. Como a música dos titãs diz, devemos "saber viver", e isso no livro de Eclesiastes, é viver com sabedoria. A Sabedoria é melhor que armas de guerra (veja Eclesiastes 9:14-18).

A morte é muito forte, mas sua força pode nos trazer cada vez mais vida. Só depende de nós, pois Deus nos indica esse caminho. A vida, afinal, é muito mais forte, e por isso ela vale muito mais ser apreciada do que a morte. A morte só serve para enaltecer a vida. Lembrar que ela é o primeiro presente de Deus e o único que faz com que aproveitemos os outros.

No filme "Um Sonho de Liberdade", Red indaga Andy sobre como não deveríamos fantasiar com sonhos inúteis, pois os dois tinham sido sentenciados a prisão eterna e jamais sairiam da prisão. Sonhar com uma vida fora era inútil. Andy respondi que só restava duas opções então: ocupar-se com a vida ou com a morte. Andy escolheu a vida, "porque melhor é o cão vivo do que o leão morto" (Eclesiastes 9:4).

A vida é boa, e devemos procurar a sabedoria divina para vivermos ela bem e ensinar outros a vivê-la bem. Aceita esse desafio?

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Por que Deus não nos protege de todo o mal?

"...mas livra-nos do mal...." Mateus 6:13
Acredito que ainda éramos adolescentes, quando um dos meus melhores amigos, o qual desde sempre mostrou interesse em discutir e pensar sobre Deus e as questões da fé, abordou-me com o seguinte pensamento, depois de explicá-lo sobre algumas questões sobre Deus permitir o sofrimento humano:

"Eu tenho um filho. Eu o protejo de todos os males, inclusive com minha própria vida. Por quê, então, Deus que é nosso pai não nos protege também?"

Lembro-me que sua expressão de dor era tão verdadeira que não respondi nada. Se respondi, acho que era algo que talvez nem me convenceria. Ele estava sendo sincero. Sua necessidade de Deus era real, assim como a indagação que ele fizera.

Normalmente respondemos essa questão com o livre arbítrio, a eterna liberdade que temos entre escolher o mal e o bem, mas não vejo que é exatamente esse ponto que está em discussão aqui.

Nessa discussão acaba passando ainda pela origem do mal, o porquê dos bons sofrerem, da onipotência e bondade divina se contradizerem e assim vai.

Um livro inteiro da Bíblia nos ajuda a refletir sobre essas questões: o livro de Jó.

Mas antes vamos tentar responder a questão inquietante de meu amigo, o qual não respondi a contento ao mesmo até hoje. Espero que agora possa fazê-lo.

O quanto protegemos nossos filhos? Totalmente? Inclusive sobre perigos de cair, tropeçar, sujar-se, gripar-se, e assim por diante?

Hoje sabemos das desvantagens de cercar demais nossos filhos dos perigos que rondam eles. Isso os torna inseguros, dependentes e não enxergarem problemas para evitar e quando em problemas, terem uma maior dificuldade de lidar com eles. A famosa frase "seu filho precisa ganhar anticorpos" é bastante repetida aos pais hiperprotetores.

Claro que não proteger o filho de nada é outro extremo que deve ser evitado. O sábio é realmente observar os riscos que o filho corre e ponderar sobre se deve ou não passar por ele.

Riscos de cair num barranco, ser atropelado, ficar com alguém suspeito, crianças pequenas sozinhas em casa são obviamente coisas que não devemos permitir nunca. Deste modo, um pai que ama o filho dá certa liberdade para ocorrer algum mal com o filho, sempre controlando para que o dano não seja irreparável, cortando qualquer coisa que estiver em seu poder para prejudicar seu filho permanentemente.

Talvez seja nessa parte do dano permanente que meu amigo quis falar sobre como protegia o filho. Nós, que temos muito pouco controle do que pode acontecer com nossos filhos, ainda assim temos que agir desse modo para o melhor desenvolvimento deles, imagine Deus, que tem poder para reparar qualquer dano físico ou psicológico feito por qualquer inimigo aos Seus filhos preciosos, deveria agir!

Deus tem o controle de tudo, inclusive a morte. É essa a mensagem que ele deixa para Jó no final de seu livro (Jó 38-41).

Veja o enredo de Jó. Jó é um homem integro, temente a Deus e se desvia do mal e por isso é alvo de Satanás ao ver o Supremo Criador elogiando este tão inspirador servo. Veja que Satanás não quer destruir somente os bens, família e saúde de Jó, mas sim a vida (Jó 2:3). Deus permite Jó perder tudo, mas limita a ação de Satanás, protegendo o que ele mais queria tirar, a vida de Jó. Depois de perder tudo, e ser tentado pela mulher a desistir de Deus e morrer (assim como Satanás queria), Jó encontra os amigos e mostra sinais claríssimos de depressão.

Seus amigos tentam consolá-lo e mostrar o caminho, mas acabam acusando a Jó de cometer um terrível pecado, apresentando a ele que só isso explicaria tamanhos males em sua vida. Jó se defende, e no processo acaba falando algumas barbáries sobre Deus. No fim, Deus aparece para Jó e mostra a Jó que ele não é capaz de entender todo o plano divino. Jó não pode nem entender a criação, muito menos entenderia o Criador. Jó reconhece que não conhecia a Deus como agora o conhece. Repare, esse conhecer veio do fato de ele se reconhecer como incapaz de perscrutar todos os motivos divinos para o seu sofrimento. Deus repreende os amigos de Jó e pede para Jó interceder por eles. A sorte de Jó é restaurada. Seus bens são dobrados e mais dez filhos lhe nascem.

Veja: Deus limita o dano, mas permite o mal. Os seus filhos passam por sofrimento, crescem e tem a sorte restaurada. Agora comparem a esses textos:
também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência,E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
Romanos 5:3-5
Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações;Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência.Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.
Tiago 1:2-4
Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações,Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo;Ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso;Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.
1 Pedro 1:6-9
Infelizmente não estamos mais no paraíso criado por Deus e seja lá qual for a criatura que nascer nesse planeta mal, ela sofrerá. Sofrer faz parte da vida. Depende de nós se sofreremos por nada ou para crescermos em graça perante Deus e os homens.

sábado, 10 de janeiro de 2015

é isto um homem? de Primo Levi

Este livro é o relato do próprio autor, judeu italiano, a respeito dos horrores que viveu no campo de concentração de Auschwits, e de como o funcionamento do campo desumanizava tanto judeus quanto soldados.

Em meio a rotina dura do campo, Primo Levi relata o efeito que a ajuda simples de um homem tinha em seu ser:
"... Não sei se tem sentido identificar as causas pelas quais a minha vida, só a minha entre milhares de vidas equivalentes, pôde resistir à prova; em todo caso, creio que devo justamente a Lourenço o fato de estar vivo hoje. E não é só por ajuda material, mas por ter-me ele lembrado constantemente (com a sua presença, com esse seu jeito tão simples de ser bom) que ainda existia um mundo justo, fora do nosso; algo, alguém, ainda puro e íntegro, não corrupto nem selvagem, alheio ao ódio e ao medo; algo difícil de definir, uma remota possibilidade de bem pela qual valia a pena conservar-se."
Esse texto lindo é minha parte favorita no livro. Não tem a ver diretamente com religião, pois o próprio autor não consegue conceber Deus depois dos horrores que viveu, mas tem a  ver com um efeito que muitos religiosos causam nos outros.

Pureza, bondade, integridade e honra dão vida. Pedro dizia que não se separaria de Cristo porque encontrava nEle palavras de vida (João 6:68). Acredito que é isso que podemos fazer pelo outro. Ser bons para darmos vida a eles, não importando se cremos ou não em Deus. Mas, claro, não são todos que estão dispostos a isso.