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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Quem é a noiva?

Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro;
Apocalipse 21:9

Segundo Paulo em sua analogia, Cristo é o marido e a mulher é a igreja (Efésios 5:22 e 23). Se compararmos com Jeremias 2:32 podemos chegar a conclusão que a noiva é o povo de Deus não é?

Bem, muitos pensam assim e aplicam isso, o que não é de todo errado. Mas há outra referência clara e que, em alguns textos, é a única possibilidade lógica.

Na parábola das dez virgens, por exemplo. Não tem como o povo de Deus ser as dez virgens e a noiva ao mesmo tempo. Vamos ver a resposta que encontramos no seguimento do texto acima:
e me transportou, em espírito, até a uma grande e elevada montanha e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, a qual tem a glória de Deus.
Apocalipse 21:10 e 11
Mas... como pode uma cidade ser a noiva? Leia o texto de Isaías 62:1-5:
Por amor de Sião, me não calarei e, por amor de Jerusalém, não me aquietarei, até que saia a sua justiça como um resplendor, e a sua salvação, como uma tocha acesa. As nações verão a tua justiça, e todos os reis, a tua glória; e serás chamada por um nome novo, que a boca do SENHOR designará. Serás uma coroa de glória na mão do SENHOR, um diadema real na mão do teu Deus. Nunca mais te chamarão Desamparada, nem a tua terra se denominará jamais Desolada; mas chamar-te-ão Minha-Delícia; e à tua terra, Desposada; porque o SENHOR se delicia em ti; e a tua terra se desposará. Porque, como o jovem desposa a donzela, assim teus filhos te desposarão a ti; como o noivo se alegra da noiva, assim de ti se alegrará o teu Deus.
Veja que como estes textos misturam simbologias diferentes e magnificas juntas. Veja como a conquista da terra de Jerusalém para Deus tem o mesmo significado da conquista da noiva. Tem esse significado pois a palavra hebraica vem da mesma raiz. A conquista de uma terra se iguala a conquista de uma esposa. E a expressão "diadema real" traz um aspecto de realeza. Oras, não é próprio de um rei conquistar sua rainha pelo dote e sua terra pela força?

Essa simbologia é usada por Jesus em outras duas parábolas onde ele se remete exatamente a isto.
Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. (Lucas 12:36)
Então, disse: Certo homem nobre partiu para uma terra distante, com o fim de tomar posse de um reino e voltar.(Lucas 19:2)
Perceberam que há uma espera dos servos até que se cumpra a missão do seu senhor? Em ambas as parábolas vemos Jesus mostrando como seria enquanto ele estivesse longe e prestes a voltar. Mas o que não notamos é que ele dá dicas do porque estará longe.

Ele vai tomar posse da noiva e da terra e depois voltará. Isso se evidencia em Daniel 7:9, 10,13 e 14. Lá vemos que em meio a um tribunal, o filho do homem vem receber poder, glória e reino neste momento, ou seja, era lhe dado o que ele tinha se despojado para viver conosco e novamente ele se dirige ao Pai para receber de volta. Por isso que ao voltar a terra ele vai voltar "com poder e grande glória" (Mateus 24:30).

Lembra quando acontecia a festa (a ceia) das bodas nos casamentos da época de Jesus? Veja neste link se não. Era logo depois do casamento ser consumado. Do esposo tomar posse da esposa (termo hebraico que remetia tanto a dominar a terra quanto desposar a amada). Agora leia Apocalipse 19:7-9:
Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos. Então, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus.
Lembra quando ceiáremos de novo com o Senhor? (Mateus 26:26-29).

 E o que Ele foi fazer mesmo? (João 14:2 e 3).

Como eu amo essas associações que a Bíblia nos proporciona. Literatura de alto nível, além de manual de fé para muitos.
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Veja também: As parábolas de Mateus 25 e A parábola das dez virgens.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A parábola das dez virgens

Essa é uma parábola contada por Jesus no contexto de sua segunda vinda. está claro que a parábola trata do povo cristão do tempo do fim, ou seja, que viverá próximo a sua vinda.

No passado tive muitas dúvidas sobre essa parábola, como o egoísmo das virgens com óleo para as lâmpadas e a ideia poligâmica do noivo ter dez virgens para se casar.

Por isso que para entender melhor a parábola é necessário saber como ocorria o noivado e casamento naquela época, o qual explicarei resumidamente. Veja mais em A vida diária nos tempos de Jesus de Henri Daniel-Rops ou demais textos sérios sobre o tema, como comentários, dicionários e enciclopédias bíblicas de renome.

Tudo começava com o noivado que era normalmente de um ano. No dia das bodas [casamento], que normalmente ocorria no período da noite, o noivo seguia a procissão preparada pelo seu melhor amigo [o best man dos casamentos americanos]. Esse formava uma procissão até a casa da noiva gritando por todo o percurso: Aí vem o noivo!

É nesse momento que as virgens, jovens donzelas que tinham o objetivo de iluminar os noivos durante a noite, se unem a procissão em direção a casa da noiva. Depois das bênçãos do pai dela, o cortejo vai para casa do pai do noivo, onde continuaria a cerimônia.

Chegando lá, os homens e mulheres se separam. Os homens ficam festejando e brincando, enquanto a noiva e as virgens se retiram até o momento da bênção do pai do noivo e a consumação do casamento.

A festa das bodas aconteceria depois do noivo consumar o casamento e durava de 7 a 14 dias (sim, estamos falando de um casamento de um homem rico, o qual encantava toda a cidade). Não é pra menos que o vinho tinha acabado no casamento que Jesus presenciou [João 2:1-11].

Interpretando:

Como já dito, as virgens são os cristãos dos últimos dias.

Mas por que Jesus falou que as cinco que não tinha óleo [azeite] extra eram tidas como néscias ou tolas? Uma lâmpada costumava ter a duração de 6 horas. Para que as virgens pudessem iluminar durante toda a noite elas precisariam levar o óleo para o restante da noite em uma vasilha extra, o que as prudentes, precavidas em cumprir seu papel, fizeram. Caso elas dividissem com as néscias, ninguém teria luz até o raiar do dia. Agora entendemos como as demais foram negligentes em seu papel.

O óleo é um claro símbolo do Espírito Santo de Deus [Zacarias 4:1-6, 12, 14; Lucas 4:18].

O que seria a lâmpada no imaginário hebreu? A resposta é claramente a palavra de Deus [Salmo 119:105]. A união dos dois, óleo e lâmpada, produzem luz, seja ela provindo da própria Bíblia, com o Espírito Divino atuando no leitor ou ouvinte, seja pelo instrumento humano [Mateus 5:14-16] quando esse vive a palavra ou a anuncia, sendo em ambos os casos usado pelo Espírito Santo.

O que Jesus quis nos dizer com essa parábola? Que próximo de seu retorno haveria pessoas estudariam a Bíblia com o Espírito Santo para lhes explicar seu significado por um tempo, mas, infelizmente, depois de um tempo, insensatamente não procurariam mais o Espírito Santo para interpretá-la, e sim sua própria sabedoria.

Veja que esse grupo, ao notar que não produziam luz, não irão recebê-la de outra fonte que não seja o próprio Deus. Outro aviso importante é que Deus não ficará "aberto" [para usar a expressão da própria parábola] para vender "sem preço" [Isaías 55:1] esse precioso óleo para sempre, pois a porta iria se fechar [Mateus 25:10].

Mais absurda do que é essa situação é o que ando vendo pelas igrejas onde passo. Há pessoas que procuram o Espírito Santo sim, mas deixam de lado o guia que o mesmo inspirou: a Bíblia Sagrada.

Vocês devem ter visto ou estudado sobre pessoas que dão primazia ao que chamam de Espírito divino, primazia essa que ignora o que o próprio Espírito ensinou nas escrituras, ignorando mandamentos diretos como adultério, roubo, adoração e diversos outros.

Enxergam o Espírito Santo como sinônimo de sentimento e poder, sendo tomados, na verdade, pelo poder de suas próprias emoções.

O objetivo dessa parábola é incentivar os cristãos a agirem como as virgens prudentes, as quais cumprem seu papel de iluminar/anunciar ao mundo a chegada do noivo e sair ao seu encontro prontos, independente de quão atrasado julguem que Ele esteja.
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veja também As parábolas de Mateus 25 e Quem é a noiva?

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Entendendo Salvação e obras da lei

Criei [que orgunlho =) ] uma pequena parábola para exemplificar melhor como se harmonizam a salvação dada por Jesus Cristo e as obras da lei.

Tudo começa com um cruzeiro (ou navio bem grande). As pessoas que embarcaram nesse cruzeiro estavam livres para se divertirem da maneira que bem quisessem tendo que respeitar uma única lei no navio todo. Não poderia pular para fora do cruzeiro. Isso mesmo, não se poderia sair do navio quando o mesmo se encontrasse em alto mar. Só isso era necessário para que tudo ficasse bem nessa maravilhosa viagem. Fora esclarecido isto a todos os passageiros, não tendo dúvidas a respeito de como cumprir a regra.

Mas um dos viajantes, ludibriado pelo Sol batendo nas lindas águas do mar decidiu "quebrar" a lei, pulando do cruzeiro no alto mar. O mergulho foi tão bom que ele sobreviveu. Mas depois de curtir um pouco da emoção de estar em alto mar ele se deu conta de que não conseguiria subir sozinho e se ele permanecesse lá ele morreria. Quem dera se ele tivesse guardado o mandamento que tinham lhe mandado! Mas agora guardá-lo não poderia salvá-lo, pois de que adianta não pular do barco se você nem está dentro dele. Guardar a lei não colocaria ele em segurança, na verdade, primeiro ele tinha que estar no cruzeiro para poder voltar a guardar a lei.

Agora o aventureiro começou a gritar por ajuda e outro milagre aconteceu. Alguém ouviu e avisou o resgate do navio que resgatou o homem. Agora que ele estava de volta no barco ele pode guardar a lei, pois se ele voltar a quebrar aquela única lei, ele voltará a colocá-lo em perigo e todos que quiserem ajudá-lo.

Jesus morreu a morte que nós tínhamos que morrer: a morte eterna. Mas ele não fez isso para que vivêssemos machucando a nós mesmos e as pessoas ao nosso redor. Depois de salvos, nossa união com Cristo nos transforma para não querermos mais desobedecer nosso Pai celestial.

Está pequena parábola conta-nos tanto a necessidade de um salvador quanto a importância da obediência a lei divina. Foi inspirada no Salmo 40:1-3.
Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pós os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos.E pós um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR.
Fiquem com Deus.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

As parábolas do rico insensato, do administrador infiel e do rico e de Lázaro

Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?
Lucas 12:20
 Desde a Torá, passando pelos profetas e chegando a boca de Jesus a Bíblia vem anunciando o erro dos filhos de Deus referentes a cobiça e acomulo de dinheiro. Não foi a toa que a igreja católica por tanto tempo foi contra o capitalismo.

Vemos que o apego ao dinheiro não é um mal que ocorre só aos que são apegados ao mundo secular, mas também entre os que crêem em Cristo. A história do jovem rico, registrada em todos os evangelhos sinóticos (Mateus 19:16-30; Marcos 10:17-31 e Lucas 18:18-30), mostra muito bem como um homem que acredita guardar todas as leis está falhando no amor para com o próximo, deixando-o em falta.

Em Lucas 12:13 à 21, Jesus conta a parábola do administrador insensato para um homem que lhe pede para convencer seu irmão a dividir a herança com ele. Jesus deixa claro para ele que lutar por mais e mais bens não é o fundamento desta vida, principalmente quando isto lhe tira as riquezas celestes.
Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.
v. 15

Já em Lucas 16 encontramos uma estrutura argumentativa semelhante a de Lucas 15, mas com um novo tema. Enquanto Lucas 15 ( veja mais aqui) trata da importância do homem para Deus, Lucas 16 mostra como o homem falta em amor para com seus semalhantes e como isso deveria mudar.

A parábola do administrador infiel, também nomeada "do administrador astuto" [NVI], choca a primeira vista, pois parece um elógio as práticas infiéis do administrador. Longe disso, a intenção clara do texto é mostrar como um homem comum, sabendo das suas limitações e dificuldades de sobrevivência (veja o v. 3), encontra, na utilização dos recursos que ainda tem em mãos, um meio de conquistar amigos para o consolarem no tempo de miséria.

Esse tipo de pensamento tão comum é posto em contraste com o sentimento de acúmulo tão presente na plateia de Jesus.
E eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas da injustiça; para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos.
v. 9
 Agora Jesus fala claramente a seu público que eles que receberam a luz deveriam ser mais sábios e já que consquistaram tantas riquezas em cima de injustiças, eles deveriam gastar as mesmas para conquistarem amigos para que quando chegarem aos seus eles tenham quem os recebe em suas casas.

Perceberam que estas pessoas parecem não terem abrigos no Céu. Tabernáculos, notem o plural, aqui se refere as tendas, habitações, não ao santo templo que inicialmente era em tenda. Esses homens não conseguirão sequer uma posse material no Céu, pois não acumulam tesouros valiosos a Deus.

Na continuação do capítulo 16, vemos que Jesus deixa claro que não dá para se viver para as riquezas e para Deus ao mesmo tempo. Ou vive-se com o acumulo egoísta ou se pratica a misericórdia para com os mais necessitados.

Nos versos 14 e 15 é mostrado a fúria dos fariseus ao se referir daquela forma a eles e a suas riquezas. Jesus respondeu a eles mostrando que a forma que eles pensavam era oposta a que Deus desejava para os homens. Dos versos 16 à 18, Jesus demonstra que até João fora pregado os ensinamentos do Antigo Testamento e que o reino de Deus chegou, ou seja, Jesus, o Messias, prometido como rei, havia chegado, para começar a reinar em nossos corações até ser entronizado. Também deixou claro que isto não tira o valor de tudo que foi escrito, pois nada seria mudado. No último verso ainda dá uma cutucada no mal costume do homem de se divórciar, mostrando tanto a mulher quanto o homem estariam em adultério caso contraíssem um novo casamento, contrariando a prática do momento.

Ao citar a Lei e os profetas, Jesus também remetiu-se ao que fora pregado até então sobre o amor ao próximo demonstrado na Torá (Levítico 19:18) e os diversos apelos para a ajuda de pobres e viúvas (Isaías 58:7).

Jesus conclui o discurso com a parábola do rico e do Lázaro. Infelizmente, algumas pessoas vêem este conto de Jesus como uma história real e não uma parábola, forma citada claramente por algumas traduções (NTLH, ARA e Bíblia de Jerusalém). A Bíblia de Jerusalém chega a citar em sua nota:
História-parábola, sem qualquer nexo histórico.
p. 1818, nota e)
E está é a verdade, pois a parábola não se encaixa nem com a doutrina bíblica da morte, ressureição e vinda de Cristo, nem com a crença do inferno grego-latino, mas demonstra ser um misto dos dois. Não tem valor doutrinário, mas a criação desta quimera nos ensina grandes lições sobre a Bíblia e o dinheiro.

O rico, acomodado com a situação do pobre Lázaro, não contribui para aliviar a dor do mesmo, tendo sua sorte trocada quando morrera. Ao invocar sua descencia abraamica para o próprio profeta ele mostra claramente que é impossível se fazer qualquer coisa para que sua situação atual mude. Isto nos ensina que o nosso destino celeste se define nesta vida.

Ao ver a dureza de seu castigo e a chance de seus irmãos serem avisados para que eles não viessem para este lugar de sofrimento, ele pede para ir avisá-los ou que outra pessoa o vá. Em sua mente, Deus não fora claro o suficiente com ele e, se o fosse, ele não estaria onde ele está no momento.

Mas Abraão demonstra que isto não é verdade. A Bíblia sempre mostrou que devemos cuidar dos mais necessitados e que Deus não teria piedade dos que ignorassem seus filhos menos abastados. Ainda mostrou que nenhum milagre, inclusive a ressurreição de mortos, poderia converter alguém que ouve os apelos do Espírito Santo ao ler a Bíblia.

A parábola conclui a ideia que estava sendo discutida por todo o capítulo. Nós não temos amado como Jesus vem nos amando. O pior de tudo isto é que os apelos de Jesus não foram doces, como esperado da pessoa dele, mas ríspidos, pois suas histórias apelavam para o egoísmo humana para que este ajudasse o próximo. Ele quis mostrar que mesmo se seguisse a lógica egoísta da vida deles eles deveriam parar de acumular riquezas e ajudar o próximo.

Eu só desejo que eu e você não precisemos de receber um apelo ao nosso próprio egoísmo para fazermos o bem, mas o façamos guiado pelo Espírito bondoso de Deus.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A parábola do juiz iníquo e da viúva persistente

E contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer,
Dizendo: Havia numa cidade um certo juiz, que nem a Deus temia, nem respeitava o homem.
Havia também, naquela mesma cidade, uma certa viúva, que ia ter com ele, dizendo: Faze-me justiça contra o meu adversário.
E por algum tempo não quis atendê-la; mas depois disse consigo: Ainda que não temo a Deus, nem respeito os homens,
Todavia, como esta viúva me molesta, hei de fazer-lhe justiça, para que enfim não volte, e me importune muito.
E disse o Senhor: Ouvi o que diz o injusto juiz.
E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles?
Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?
Lucas 18:1-8
Gostaria que vocês notassem, logo de início, as primeiras palavras da parábola. Exatamente! Elas já trazem a lição para ser aprendida. Mas por que Lucas decidiu mostrar a lição da parábola antes mesmo de contá-la? Eu acredito por causa do perigo que há de interpretarmos ela de outra forma.

Perigo? Sim, veja a tendência que eu tinha ao ler essa parábola, tendência que talvez você ou alguma outra pessoa possa sentir também. Acompanhem raciocínio abaixo:

Se o juiz iníquo atendeu o pedido da mulher por lhe importunar, então, com Deus, que é justo e sabe todas as coisas, não precisamos ficar amolando-o a todo momento para nos responder, não é mesmo?
Caso você tenha visto lógica no pensamento acima, saiba que você está certo. Existe lógica. Mas não é isso que Jesus quer ensinar. Veja que o que ele quer ensinar é que devemos orar sempre, sem nunca esmorecer, desistir, desfalecer, etc.

É claro que Deus não gosta de repetições (Mateus 6:7), mas ele almeja que você sempre abra seu coração a Ele (Salmos 62:8) e que ore sem cessar (I Tessalonicenses 5:17). As repetições que ele não quer ouvir são as palavras sem significado que nós proferimos, por mais belas que elas pareçam.

A verdadeira lição que Jesus queria nos ensinar é de que nós devemos insistir na oração sempre, por mais que pareça que Deus se atrase em responder ou não se importa, o que não é verdade. Ele faz tudo no tempo certo, no momento mais propício para o bem maior. A lógica correta da parábola então seria:

Se eu insisto em clamar a um juiz mau, que me maltrata, desdenha de meu caso e me faz sempre me sentir mal em sua presença, então como não terei prazer em clamar a um juiz bom, que sempre me ouve, e me ama, me faz bem, traz-me paz e consolo, além de insistir para que eu o procure?

Sempre orar, sem nunca esmorecer. Abra sempre seu coração a Deus e diga todas as suas alegrias e frustrações a Ele. Você não pode cansar Seus ouvidos.

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Parábola do Joio

Com certeza você já deve ter ouvido alguém indicar outra pessoa ou grupo como sendo joio, não é mesmo? Mas você sabe o que era o joio ou de onde surgiu está comparação?

Vejamos o que achamos sobre essa planta na wikipédia:
Usualmente cresce nas mesmas zonas produtoras de trigo e se considera uma erva daninha desse cultivo. A semelhança entre essas duas plantas é tão grande, que em algumas regiões costuma-se denominar o joio como "falso trigo". Pode ser venenosa e uma pequena quantidade de joio colhida e processada junto ao trigo pode comprometer a qualidade do produto obtido. Portanto, vem daí a famosa expressão "é preciso separar o joio do trigo", um ditado popular.
Não sei precisar desde quando existe esse ditado, mas sabemos que Jesus o utilizou em uma parábola a fim de esclarecer um pouco mais sobre o Reino dos Céus (veja Mateus 13:24-30 e 36-43).

Ao meu ver, esta parábola demonstra o porquê dos maus não serem destruídos e só os bons viverem nesta terra. Com certeza nós já nos voltamos em algum momento para Deus para indagar sobre o porquê os bons sofrem e os maus prosperam.

Nesta parábola mostra um dos motivos para isso. Como o joio é difícil para se identificar, só quem entendesse bem das duas plantas para arrancá-lo. Isto é tão perigoso em seu estado inicial, que antes de ficarem adultas nem profissionais da lavoura podem distinguir. Por isso é necessário que ambos amadureçam. Além disso, ambas estão tão emaranhadas que ao puxar uma pode-se prejudicar ou até matar a outra.

Mas o que deve significar isso? Se nem os ceifeiros (os anjos) podem distinguir bem, muito menos as próprias plantas (nós) distinguem-se umas das outras, não é verdade? Caso Deus destruísse tão rapidamente o mal, com certeza o coração dos justos seria atingido, pois não entenderia os motivos da execução. Sem a demonstração clara dos frutos, nenhum justo poderia concordar com Deus na execução do ímpio. Infelizmente, para o bem do coração do justo, deve-se esperar até a colheita, onde cada um receberá sua recompensa.

Veja que o justo cresce e desenvolve o fruto verdadeiro e nutritivo, enquanto o ímpio dá um fruto de morte. É necessário que maldoso cresça para mostrar a todos o mal que seu coração pode fazer.

Está parábola mostra claramente como Deus é sábio. Sábio a ponto de saber o momento certo de realizar seus grandes prodígios e nos conceder uma libertação completa.

domingo, 31 de janeiro de 2010

É necessária boa fé para se ler a Bíblia

Sim, e não só dos crentes, mas dos leitores acadêmicos também. Judeu, cristão, ateu ou qualquer outro leitor dessas palavras milenares deveriam ser mais verdadeiros e lerem a Bíblia com boa fé.

De onde me veio isto?!? Veio de uma conversa com meu pai sobre Isaías 65. Vejam estes versos:
Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão.
Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio; porque eis que crio para Jerusalém uma alegria, e para o seu povo gozo.
E exultarei em Jerusalém, e me alegrarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor.
Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; porém o pecador de cem anos será amaldiçoado.
Isaías 65:17-20
A parte negritada é exatamente a parte que causa discussão. Por quê? Acredito que alguns já perceberam. Como pode haver morte na nova terra? Para muitos o texto está confirmando que haverá morte no paraíso prometido. Seria isso mesmo que o texto diz? Será que esse texto estaria tão distantes dos textos neotestamentários que prometem vida eterna e extinção da morte?

Primeiramente devemos devemos nos atentar para o próprio texto. Será que ele realmente está dizendo que haverá morte? Veja que a morte é o principal motivo de choro e clamor, contrariando os próprios versos precedidos. Por isso é necessária a boa fé. Qualquer escritor que quisera dar esperança para as pessoas (que é exatamente o contexto desses versos) não cometeria tamanha contradição.

O que acontece no texto então?

A Bíblia, por muitas vezes, passa de coisas que conhecemos para as que não conhecemos. As parábolas são bons exemplos sobre isso.

Vejamos agora o texto negritado através da comparação do estado presente e do estado prometido pelos versos.

Hoje: crianças morrem cedo, até imediatamente após o parto.
Na promessa: Isso não ocorrerá. Uma criança jamais completará sua história com poucos dias.

Hoje: Apesar de muitas vezes uma pessoa que morra aos 50 anos ser considerada nova, na realidade, o texto bíblico diz respeito ao jovem aquele que não entrou na idade madura. Na sociedade de hoje ele é considerado adulto com 18 anos, no passado bíblico era considerado adulto quem tinha mais de 20 anos.
Na promessa: Se acontecesse de alguém morrer com 100 anos, esta pessoa seria considerada que morrera jovem ainda. Esse texto fica ainda mais claro quando comparamos o que é considerado morrer jovem hoje em dia.

Veja que na última promessa acima citada, não é uma afirmativa que haverá morte, mas uma linguagem poética que nos leva a entender a superioridade da nova terra a terra recente. De um estado atual para um estado melhorado até findar no estado ideal.

Literariamente falando, o texto bíblico é progressivo. Ele está ilustrando de pouco em pouco até que a compreensão do mesmo seja completa. A citação seguinte ainda completa mais a ideia posta logo acima:

"nem velho que não cumpra os seus dias"...

O que seria ser um velho que não deixe de cumprir seus dias? Qual seria o ideal de Deus para esse velho? Claro que seria uma vida eterna. Não há outra maneira de expulsarmos o choro e o clamor da perca de um ente querido.

Vemos que a análise do texto bíblico não pode ser superficial, mas devemos nos aprofundarmos no próprio texto, para que não saíamos dizendo o que o texto não diz.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Destruidor

Se não me engano, já temos vinte e sete dias de chuvas consecutivas em São Paulo, e mais de cinquenta mortes causadas por elas. Deu no twitter do G1 que os terremotos são as tragédias naturais que mais mataram pessoas nos últimos 10 anos, sendo que só no Haiti (caso mais discutido na mídia atualmente) a contagem está em duzentos mil. Acidentes, maremotos, furacões, aviões caindo ou partindo-se ao meio são notícias cada vez mais frequentes nos nossos telejornais e demais mídias.

Em meio a essas catástrofes ouvimos clamores voltados a Deus, muitas vezes brotando de nosso próprio coração. "Por quê tu permitiste, ó meu Deus?" é uma das mais educadas. Há outros que acusam a Deus por não agir ou impedir tais coisas. Outros crêem que o próprio está mandando o castigo pelos pecados. Mas o que a Bíblia diz a respeito disto?

Academicamente falando, a doutrina do destruidor, ou do Satã, adversário, Diabo evolui em meio a teologia do povo hebreu segundo as suas escrituras.

O livro de Jó - que segundo a opinião acadêmica é um dos livros que mais avançaram na teologia bíblica - já é posto o Satã como o causador das catástrofes naturais e os demais incidentes com a família do patriarca (Jó 1 e 2). Em Malaquias 3:11 há uma promessa de repreensão ao devorador dos campos para os que forem fiéis aos dízimos e ofertas. Em diversos textos, as obras más são inspiradas por espíritos maus, causadores de destruição.

No novo testamento esta imagem é retomada, inclusive pondo Satanás como um leão devorador (I Pedro 5:8). Os endemoniados causam destruição, e a besta que surge da terra - mais uma das seguidoras do Dragão/Satanás - pode lançar fogo do céu (Apocalipse 13:13).

Mas foi Jesus quem mais fez distinção entre o Adversário e Deus. Primeiro na Parábola do trigo e do Joio, mostrando que o Joio, as pessoas que amam a impiedade, são frutos do plantio do inimigo (veja Mateus 13:24-30 e 36-43).

Mas o esclarecimento mais grandioso é feita na descrição do Bom Pastor, onde vê-se a diferencia entre as obras de Deus e as de Satanás:

O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.
João 10:10
Vemos que o verdadeiro causador destas tragédias é Satanás. Na Bíblia ele e seus seguidores é que são responsáveis pelo mal. Que possamos deixar de segui-lo e seguir ao doador da vida.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

As parábolas de Mateus 25

Mesmo para os descrentes, a qualidade literarária da Bíblia é inegável. Mateus 25 é só mais uma prova disso.

Esse capítulo é precedido pelo sermão profético sobre a grande tribulação e o retorno de Jesus. Já o capítulo que iremos estudar aqui trata dos perigos que correm os que estiverem aguardando os acontecimentos citados e sua correta atitude para com eles.

Na primeira parábola, Jesus mostra o descuido das virgens que não guardaram azeite suficiente para a noite toda. Ao pedirem desse azeite para suas amigas precavidas, as mesmas não quiseram compartilhar, pois isso significaria elas não iluminarem o noivo e a noiva por um período da noite. Ou seja, por um tempo haveria mais pessoas iluminando, mas em determinado momento ninguém cumpriria seu dever, pois não haveria azeite para o tal. [entenda mais em A parábola das dez virgens].

Já na segunda parábola, a dos talentos, notamos que dois servos dobraram a quantidade de talentos recebidos por eles, enquanto o mais temeroso resolve simplesmente guardar seu talento. Os que dobraram seus talentos foram exaltados e o servo medroso e acomodado teve o talento tirado.

A última parábola contada por Jesus está em termos condicionais mais claros que nas duas primeiras. Jesus diz claramente que aqueles que não fizerem algo pelos desfavorecidos, serão separados para a destruição final, enquanto serão exaltados os que fizerem, pois é como se fizessem a Ele mesmo.

Mas... o que tem de notório nestas três narrativas? Perceberam? São todas contra o comodismo. Todas querem que se vá para a famosa e bíblica "segunda milha" [Mateus 5:41].

Ao meu ver, as palavras chaves das parábolas são azeite e talento, os quais representam respectivamente o poder do Espírito Santo e os preciosos filhos de Deus. Desta forma, não devemos nos acomodar com o estado espiritual que estamos, nem com o número de crentes que Jesus deixou conosco como seu bem mais precioso.

Veja que Jesus estava querendo que crescêssemos pessoalmente (parábola das virgens), como igreja (parábola dos talentos) e concluiu dizendo que crescêssemos como membros da sociedade (parábola da separação das ovelhas dos bodes).

Ou seja, os ensinos de Jesus não permitem que nós nos acomodemos com nossa realidade social, eclesiástica e pessoal.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Contrato particular

Ontem, ao voltar de uma prova no metrô, estava refletindo na possibilidade de uma pessoa estar enganando outra para aumentar seus rendimentos através de uma mentira. Coisa de dizer que vai fazer tal coisa como dinheiro, mas na realidade só quer mais dinheiro.

Pensei na desonestidade disto, mas meus pensamentos não ficaram só aí. Eles chegaram até a adentrar nos pensamentos da outra pessoa e assumir que essa pessoa poderia considerar que estaria simplesmente estar reivindicando um direito seu de uma maneira mais amena.

No momento em que começou a passar por minha mente o fato de eu também poder reivindicar esse direito, fazendo com que disfrutassemos dos mesmos direitos, veio a mim seguinte resposta de Jesus para Pedro: "Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu." João 21:22; acompanhado também da parábola dos trabalhadores da vinha (Mateus 20:1-16).

Ahn?!? Mas o que tam a ver?

Bem, o contexto do texto de João é incrível. João foi o único discípulo que não abandonou Jesus no momento mais crucial (literalmente) da história da humanidade. Mesmo o intrépido Pedro o negou em voz alta. Neste capítulo, logo após Pedro receber o perdão e estimulo do Mestre, Pedro começa a se questionar: "Se eu que o neguei fui posto para cuidar das ovelhas amadas do meu Mestre, o que será de João, que esteve com Ele nos momentos mais difíceis?" Neste contexto que vem a resposta de Jesus:
Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu.

Do mesmo modo os trabalhadores da vinha que questionaram seu empregador, pois haviam começado o trabalho mais cedo e receberiam o mesmo salário, receberam uma resposta similar:
Amigo, não te faço agravo; não ajustaste tu comigo um dinheiro? Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?
Deus tem um contrato especial com cada um. Ele sabe das nossas dificuldades e fraquezas pessoais. Ele sabe que muitas vezes caímos e nos dá força para ser reerguidos. Ele sabe que muitas vezes somos tentados a seguir os maus exemplos de pecados que estão ao nosso redor, mas Ele repete "olhe para mim, não para o pecador! Eu sou seu Mestre! É comigo que você tem que se acertar, não com seu irmão".

Se nosso irmão pecou e foi perdoado, glória a Deus porque lhe concedeu misericórdia. Se nós permanecemos fiéis, glória a Deus pois é Ele que nos sustém.

Cada um de nós temos um contrato particular com Cristo. Nós fizemos promessas particulares e compromissos que muitas outras pessoas não fizeram. Por isso não devemos reinvindicar para nós direitos de outros. Jesus nós prometeu diversas coisas. Devemos confiar nas suas dádivas e deixar que Ele cuide dos compromissos que Ele fez com os nossos outros irmãos.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Parábolas

Segundo o Priberam, parábola é: " Narração alegórica que envolve algum preceito de moral, alguma verdade importante".

Já o Dicionário Bíblico de John D. Davis acrescenta que a mesma pode conter um ensinamento religioso (veja p. 443, é um bom estudo).

Mas... por que trazer este assunto? Para ficar claro que parábola não pode ser vista como um todo sobre a verdade bíblica. Não poderíamos pegar uma única parábola e por ela descrever por inteiro as verdades espirituais.

Vamos a um simples exemplo para mostrar como Jesus conhecia essa limitação que as parábolas tem e como ele a superou.

O texto é o de Lucas 15, que traz, provavelmente, a mais conhecidas parábolas que Jesus já contou.

Lucas 15 começa com a parábola da ovelha perdida pelo pastor que não titubeou para largar as noventa e nove para trazer de volta uma única. Depois vêm a da dracma perdida por uma mulher que procurou por toda a casa incansavelmente até achar a moeda que valia tão pouco para o comércio, mas que recebeu tanta dedicação vinda de sua dona.

Por fim, talvez a mais conhecida e repetida das parábolas: a do filho pródigo.

Se formos levar cada uma das parábolas em sua literalidade a sério com certeza não demonstraríamos o verdadeiro espírito que Jesus queria passar nessa sequência de parábolas.

Vejam: Deus não é de abandonar seus filhos para buscar a outros (Gn 28:15; Is 49:15) ; muito menos desleixado o suficiente para perder um de nós (Hb 2:13); muito menos passivo para esperar o filho se arrepender sem constante apelo Seu (Jr 31:3; Fp 2:13; At 7:51).

Agora vejam como elas juntas se completam. Na primeira, Jesus nos ensina que mesmo por uma única ovelha Deus estaria disposto a vir atrás, pois seu valor é único e inestimável para ele, mesmo sendo um ser sem valor a vista das outras pessoas (parábola da dracma) e que há festa para aquele que se salvou, pois o mesmo estava longe da graça do Pai, contrastando do irmão que já vinha recebendo as bênçãos da presença do pai.

Espero que tenha ficado claro o porquê não devemos levar a parábola de modo literal, pervertendo, assim, os ensinos maravilhosos de nosso Senhor.