quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Testemunha de Jesus - Epístola de Mateus e templo de Jesus


Aqui está demonstrado, através de métodos de datação histórica/arqueológica, a possibilidade do evangelho de Mateus ter sido escrito por testemunhos oculares. Imperdível!

Veja o vídeo da Discovery na TV UOL aqui.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Perguntas a um cientista

Caso você visse um milagre, você o comunicaria a comunidade científica?

Caso você sofresse um acidente junto com sua esposo e ela ficasse a beira da morte, levando-o a desesperadamente implorar pela vida dela a Deus, e Ele automaticamente ouvisse, você contaria?

Caso você fosse abordado por sujeitos violentos e um anjo aparecesse e te salvasse, você relataria isso a comunidade?

Caso Jesus se mostrasse pessoalmente a você, você avisaria a todos de sua real existência?

Suponha que você estivesse firmemente convicto que qualquer experiência sobrenatural que lhe comprovasse a existência de Deus fosse real, você falaria a todos, incluindo ao meio científico e midiático, mesmo podendo cair no ridículo e dar descrédito aos trabalhos que você já realizou?


Veja que qualquer pessoa que tenha uma real e verdadeira experiência espiritual está sujeita ao silêncio por simples medo da reação dos outros, de cair no descrédito ou ser contado junto aos crentes que por muitas vezes foram alvos de seus risos e sarcasmos. A ciência e a mídia enobrecem os que não dependem de Deus e chamam de simplórias as pessoas que professam qualquer fé.



Deus seria muito mais aceito caso nós fossemos mais corajosos em testemunharmos o que vimos e vivemos em nome dEle, independente das consequências.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Jeremias: uma lição sobre fazer a vontade de Deus

Jeremias é conhecido por muitos como o profeta chorão por causas dos diversos lamentos feitos por ele no livro bíblico que leva seu nome.

Na verdade, este livro, literariamente falando, é um compilado de vários oráculos atribuídos a esse profeta, dando uma ideia de colcha de retalhos (um dia falarei mais sobre isto) de profecias e relatos históricos do mesmo.

Jeremias não era diferente de nenhum judeu de sua época em relação a vontade de viver livre. Ele apela a Deus para que sua nação consiga a paz tão prometida pela maioria dos profetas de sua época. Mas, apesar dos desejos serem os mesmos, sua disposição para ouvir a vontade de Deus é diferente da maioria.

Além de ter o desejo de liberdade negado, ele ainda se torna mensageiro da verdadeira mensagem de Deus. Deus traria paz, mas não da maneira almejada por todos. Eles deveriam se entregar ao domínio Babilônico. Dessa forma o povo sobreviveria, sendo que de outra, eles sofreriam coisas piores.

Jeremias sofreu ao dar essa mensagem ao povo. Uma mensagem que ninguém queria ouvir, principalmente a casta religiosa, a primeira a rejeitá-la. Foram eles que perseguiram Jeremias, transformando-o num símbolo do futuro sofrimento do messias prometido. Mas houve quem o ouvisse. Príncipes e anciãos da nação o defenderam dos que o queriam matar.

Ele também colocou um jugo (canga) por ordem de Deus como símbolo do cativeiro babilônico, o qual foi despedaçado pelo profeta Hananias dizendo que em dois anos Jerusalém estaria livre do jugo babilônio. Mas Deus mandou que Jeremias colocasse um jugo de ferro, pois seria certo que eles ainda continuariam na Babilônia.

E Deus? Bem, Deus sabe o que é melhor para nós. Claro que ele conhecia a história dos hebreus, de todos os sofrimentos que a escravidão do Egito havia causado a eles. Mas ele também sabia dos pecados e da religião formalista que eles praticavam. Por isso ele preferiu manter seu povo cativo ao invés de conseder-lhes a liberdade. Veja a seguinte fala de Deus:
Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, a todos os do cativeiro, os quais fiz transportar de Jerusalém para Babilônia:
Edificai casas e habitai-as; e plantai jardins, e comei o seu fruto.
Tomai mulheres e gerai filhos e filhas, e tomai mulheres para vossos filhos, e dai vossas filhas a maridos, para que tenham filhos e filhas; e multiplicai-vos ali, e não vos diminuais.
E procurai a paz da cidade, para onde vos fiz transportar em cativeiro, e orai por ela ao SENHOR; porque na sua paz vós tereis paz.
Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Não vos enganem os vossos profetas que estão no meio de vós, nem os vossos adivinhos, nem deis ouvidos aos vossos sonhos, que sonhais;
Porque eles vos profetizam falsamente em meu nome; não os enviei, diz o SENHOR.
Porque assim diz o SENHOR: Certamente que passados setenta anos em Babilônia, vos visitarei, e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar.
Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.
Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei.
E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração.
E serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei voltar os vossos cativos e congregar-vos-ei de todas as nações, e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o SENHOR, e tornarei a trazer-vos ao lugar de onde vos transportei.
Jeremias 29:4-14
Reflexão: Desde que me formei na faculdade estou desempregado. Antes de minha formação acreditei que seria fácil conseguir emprego, ainda mais com meu diploma. Mas não foi assim, por diversos motivos - a maioria só Deus sabe.

O emprego é fundamental a todos nós e de forma alguma isto é um mal pedido para se fazer a Deus. Mas sinto que Deus está querendo que eu aproveite estes instantes para aprender a ter maior dependência dEle. Assim como os Judeus do tempo de Jeremias queriam uma vida liberta, esta vida liberta não seria aproveitada na presença de Deus. Sei que sou um pouco assim. Sei que tenho uma grande tendência de depender só de minhas forças, esquecendo-me de Deus e, principalmente, do meu próximo. Este tempo de desemprego está sendo uma lição de humildade para mim.

Assim como Jeremias se humilhou perante a vontade divina; assim como a nação, para sofrer menos, teve que esquecer de seu espírito guerreiro; assim como eu estou tendo que me lembrar a cada instante de como sou dependente de Deus e da misericórdia alheia; você também deve olhar para os Céus e se entregar à vontade divina e esperar pelo seu tempo de libertação.

Lembre-se: Deus tem pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.

Que seja feita a vontade de Deus em nossa vida.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O mito da terra plana

O livro Inventando a Terra Plana (São Paulo: Editora Unisa, 1999), de Jefrey Burton Russel, historiador e pesquisador da Universidade da Califórnia, mostra convincentemente que a ideia da Terra plana foi uma elaboração mais ou menos recente. Embora hoje se saiba que os europeus renascentistas tenham supervalorizado a ideia de que houve um período de mil anos de trevas intelectuais entre o mundo clássico e o moderno, Russel acredita que o erro da Terra plana não havia sido incorporado à ortodoxia moderna antes do século 19. “[Russel] descobriu o fio da meada nos escritos do americano Washington Irving e do francês Antoine-Jean Letronne [responsáveis pela posterior propagação do mito da Terra plana]. Mas sua disseminação no pensamento convencional ocorreu entre 1870 e 1920, como consequência da ‘guerra entre a ciência e a religião”, quando para muitos intelectuais na Europa e nos Estados Unidos toda religião tornou-se sinônimo de superstição e a ciência tornou-se a única fonte legítima da verdade. Foi durante os últimos anos do século 19 e os primeiros anos do século 20 que a viagem de Colombo tornou-se então um símbolo amplamente divulgado da futilidade da imaginação religiosa e do poder libertador do empirismo científico. ... os pensadores medievais, da mesma forma que os clássicos que os antecederam, criam na redondeza da Terra” (p. 10).

Irving (1783-1859) retocou a história para parecer que a oposição à viagem de Colombo se deveu ao pensamento de que a Terra fosse plana . Isso foi provado falso. A oposição se deveu, na verdade, à preocupação com a distância que os navegadores teriam que percorrer. A esfericidade da Terra não foi tema de discussão naquela ocasião.[leia o restante aqui]

(do Blog Criacionismo).

domingo, 31 de janeiro de 2010

É necessária boa fé para se ler a Bíblia

Sim, e não só dos crentes, mas dos leitores acadêmicos também. Judeu, cristão, ateu ou qualquer outro leitor dessas palavras milenares deveriam ser mais verdadeiros e lerem a Bíblia com boa fé.

De onde me veio isto?!? Veio de uma conversa com meu pai sobre Isaías 65. Vejam estes versos:
Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão.
Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio; porque eis que crio para Jerusalém uma alegria, e para o seu povo gozo.
E exultarei em Jerusalém, e me alegrarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor.
Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; porém o pecador de cem anos será amaldiçoado.
Isaías 65:17-20
A parte negritada é exatamente a parte que causa discussão. Por quê? Acredito que alguns já perceberam. Como pode haver morte na nova terra? Para muitos o texto está confirmando que haverá morte no paraíso prometido. Seria isso mesmo que o texto diz? Será que esse texto estaria tão distantes dos textos neotestamentários que prometem vida eterna e extinção da morte?

Primeiramente devemos devemos nos atentar para o próprio texto. Será que ele realmente está dizendo que haverá morte? Veja que a morte é o principal motivo de choro e clamor, contrariando os próprios versos precedidos. Por isso é necessária a boa fé. Qualquer escritor que quisera dar esperança para as pessoas (que é exatamente o contexto desses versos) não cometeria tamanha contradição.

O que acontece no texto então?

A Bíblia, por muitas vezes, passa de coisas que conhecemos para as que não conhecemos. As parábolas são bons exemplos sobre isso.

Vejamos agora o texto negritado através da comparação do estado presente e do estado prometido pelos versos.

Hoje: crianças morrem cedo, até imediatamente após o parto.
Na promessa: Isso não ocorrerá. Uma criança jamais completará sua história com poucos dias.

Hoje: Apesar de muitas vezes uma pessoa que morra aos 50 anos ser considerada nova, na realidade, o texto bíblico diz respeito ao jovem aquele que não entrou na idade madura. Na sociedade de hoje ele é considerado adulto com 18 anos, no passado bíblico era considerado adulto quem tinha mais de 20 anos.
Na promessa: Se acontecesse de alguém morrer com 100 anos, esta pessoa seria considerada que morrera jovem ainda. Esse texto fica ainda mais claro quando comparamos o que é considerado morrer jovem hoje em dia.

Veja que na última promessa acima citada, não é uma afirmativa que haverá morte, mas uma linguagem poética que nos leva a entender a superioridade da nova terra a terra recente. De um estado atual para um estado melhorado até findar no estado ideal.

Literariamente falando, o texto bíblico é progressivo. Ele está ilustrando de pouco em pouco até que a compreensão do mesmo seja completa. A citação seguinte ainda completa mais a ideia posta logo acima:

"nem velho que não cumpra os seus dias"...

O que seria ser um velho que não deixe de cumprir seus dias? Qual seria o ideal de Deus para esse velho? Claro que seria uma vida eterna. Não há outra maneira de expulsarmos o choro e o clamor da perca de um ente querido.

Vemos que a análise do texto bíblico não pode ser superficial, mas devemos nos aprofundarmos no próprio texto, para que não saíamos dizendo o que o texto não diz.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Destruidor

Se não me engano, já temos vinte e sete dias de chuvas consecutivas em São Paulo, e mais de cinquenta mortes causadas por elas. Deu no twitter do G1 que os terremotos são as tragédias naturais que mais mataram pessoas nos últimos 10 anos, sendo que só no Haiti (caso mais discutido na mídia atualmente) a contagem está em duzentos mil. Acidentes, maremotos, furacões, aviões caindo ou partindo-se ao meio são notícias cada vez mais frequentes nos nossos telejornais e demais mídias.

Em meio a essas catástrofes ouvimos clamores voltados a Deus, muitas vezes brotando de nosso próprio coração. "Por quê tu permitiste, ó meu Deus?" é uma das mais educadas. Há outros que acusam a Deus por não agir ou impedir tais coisas. Outros crêem que o próprio está mandando o castigo pelos pecados. Mas o que a Bíblia diz a respeito disto?

Academicamente falando, a doutrina do destruidor, ou do Satã, adversário, Diabo evolui em meio a teologia do povo hebreu segundo as suas escrituras.

O livro de Jó - que segundo a opinião acadêmica é um dos livros que mais avançaram na teologia bíblica - já é posto o Satã como o causador das catástrofes naturais e os demais incidentes com a família do patriarca (Jó 1 e 2). Em Malaquias 3:11 há uma promessa de repreensão ao devorador dos campos para os que forem fiéis aos dízimos e ofertas. Em diversos textos, as obras más são inspiradas por espíritos maus, causadores de destruição.

No novo testamento esta imagem é retomada, inclusive pondo Satanás como um leão devorador (I Pedro 5:8). Os endemoniados causam destruição, e a besta que surge da terra - mais uma das seguidoras do Dragão/Satanás - pode lançar fogo do céu (Apocalipse 13:13).

Mas foi Jesus quem mais fez distinção entre o Adversário e Deus. Primeiro na Parábola do trigo e do Joio, mostrando que o Joio, as pessoas que amam a impiedade, são frutos do plantio do inimigo (veja Mateus 13:24-30 e 36-43).

Mas o esclarecimento mais grandioso é feita na descrição do Bom Pastor, onde vê-se a diferencia entre as obras de Deus e as de Satanás:

O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.
João 10:10
Vemos que o verdadeiro causador destas tragédias é Satanás. Na Bíblia ele e seus seguidores é que são responsáveis pelo mal. Que possamos deixar de segui-lo e seguir ao doador da vida.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Paz

Veja a seguinte nota da Bíblia de Jerusalém sobre Jeremias 6:14 ("Eles cuidam da ferida do meu povo superficialmente, dizendo: "Paz! Paz!", quando não há paz".):
a) Promessas mentirosas dos falsos profetas (cf. 4,10), com quem Jeremias entrará em violento conflito por causa de seus anúncios de desgraça. Eles anunciam a "paz" (shalôm), termo que exprime não apenas a ausência de perigo externo (sentido que aparece em primeiro plano no tempo de Jeremias), mas todo um ideal de felicidade na prosperidade individual e coletiva, na boa relação para com Deus e na harmonia social. É o ideal que deve realizar a paz messiânica (cf. Is 11,6+).

Esse texto harmonizasse com os estudos linguísticos sobre o hebraico que recebi na Universidade de São Paulo. A raiz da palavra significa inteireza, completude. Dessa forma, a paz deveria abrangir todos os aspectos da vida humana, como bem explanado na Bíblia de Jerusalém (cada vez compreendo mais o motivo dela ser considerada a melhor Bíblia).

Que a Paz de Deus seja com cada um de vós.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

em verdade

Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos de iniquidade; os vossos lábios falam falsidade, a vossa língua pronuncia perversidade.
Ninguém há que clame pela justiça, nem ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam na vaidade, e falam mentiras; concebem o mal, e dão à luz a iniquidade.
Isaías 59:3-4
Infelizmente os versos acima não se aplicam apenas a religiosidade decaída dos israelitas, mas, também, de toda a humanidade.

É comum a todos nós defendermos opiniões, postulados, teses, ou até a própria imagem através de mentiras, enganos e falsificações.

Infelizmente, como é impossível para cada ser humano verificar cada palavra que sai da boca do outro, continuamos a utilizar a norma linguística de tomar como verdade as palavras do outro. Se tudo fosse posto a prova dificilmente conseguiríamos viver em comunidade.

Mas a própria Bíblia apresenta uma forma de melhorar esse problema com a verdade. O recorte abaixo é parte do diálogo entre a mulher samaritana e Jesus:
Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus.
Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
João 4:22-24.
Apesar do texto estar se referindo a adoração, há um princípio que todos nos deveríamos aplicar a tudo que fazemos: fazer todos as coisas "em verdade".

Jesus achou importante explicar o porquê da adoração "em espírito". Como já estudamos antes, em espírito pode significar motivado/impelido pela mesma força (veja aqui). Ao mostrar que Deus é Espírito, Jesus está mostrando que adorar em espírito é adorar motivado pelo próprio.

Agora o "em verdade" não vem com nenhuma explicação, pois, claramente, este termo era perfeitamente compreensível naquela época, assim como o é hoje.

"Em verdade"! Esse deve ser o nosso modo de viver. Se formos discutir, argumentar, escrever teses, elaborar conceitos científicos, deveríamos o fazer "em verdade", sinceramente, sem mentir a si mesmo. Esse seria o único jeito de diminuir a onda de mentiras e falsidades que alastram nosso mundo, e esse jeito só pode ser iniciado por mim, e, se assim o decidir, por você também.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

As parábolas de Mateus 25

Mesmo para os descrentes, a qualidade literarária da Bíblia é inegável. Mateus 25 é só mais uma prova disso.

Esse capítulo é precedido pelo sermão profético sobre a grande tribulação e o retorno de Jesus. Já o capítulo que iremos estudar aqui trata dos perigos que correm os que estiverem aguardando os acontecimentos citados e sua correta atitude para com eles.

Na primeira parábola, Jesus mostra o descuido das virgens que não guardaram azeite suficiente para a noite toda. Ao pedirem desse azeite para suas amigas precavidas, as mesmas não quiseram compartilhar, pois isso significaria elas não iluminarem o noivo e a noiva por um período da noite. Ou seja, por um tempo haveria mais pessoas iluminando, mas em determinado momento ninguém cumpriria seu dever, pois não haveria azeite para o tal. [entenda mais em A parábola das dez virgens].

Já na segunda parábola, a dos talentos, notamos que dois servos dobraram a quantidade de talentos recebidos por eles, enquanto o mais temeroso resolve simplesmente guardar seu talento. Os que dobraram seus talentos foram exaltados e o servo medroso e acomodado teve o talento tirado.

A última parábola contada por Jesus está em termos condicionais mais claros que nas duas primeiras. Jesus diz claramente que aqueles que não fizerem algo pelos desfavorecidos, serão separados para a destruição final, enquanto serão exaltados os que fizerem, pois é como se fizessem a Ele mesmo.

Mas... o que tem de notório nestas três narrativas? Perceberam? São todas contra o comodismo. Todas querem que se vá para a famosa e bíblica "segunda milha" [Mateus 5:41].

Ao meu ver, as palavras chaves das parábolas são azeite e talento, os quais representam respectivamente o poder do Espírito Santo e os preciosos filhos de Deus. Desta forma, não devemos nos acomodar com o estado espiritual que estamos, nem com o número de crentes que Jesus deixou conosco como seu bem mais precioso.

Veja que Jesus estava querendo que crescêssemos pessoalmente (parábola das virgens), como igreja (parábola dos talentos) e concluiu dizendo que crescêssemos como membros da sociedade (parábola da separação das ovelhas dos bodes).

Ou seja, os ensinos de Jesus não permitem que nós nos acomodemos com nossa realidade social, eclesiástica e pessoal.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Palestra sobre sexualidade


A questão da sexualidade, principalmente a questão do homossexualismo, trazido pela antropologa Maria Luiza Heilborn. Uma palestra boa para refletirmos antes de proferirmos declarações absurdas e mitos modernos a respeito da sexualidade humana. Veja o vídeo aqui.