sábado, 20 de março de 2010

Deus bíblico X Teoria da Evolução: Incompatibilidade eterna

Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu.
Salmos 33:9
Realmente, discutir é triste e cansa. Ter que escolher um lado é difícil e dividi nosso ser. Mas, infelizmente, tem coisas que são inconciliáveis.

Desde que Darwin trouxe à baila o evolucionismo, o mundo sentiu a dramaticidade de aceitar a nova teoria, a qual prometia matar a Deus, ou se apegar aquele que tinha lhes dado esperança e explicações sobre a origem e propósito da vida até então.

Mais uma vez, mas agora de forma mais destrutiva que as outras, a dita ciência e a fé se colocaram em oposição. Das diversas vezes que as duas se uniam para trazer uma verdade absoluta, neste instante elas se separam. Mas anda há aqueles tentam uní-las novamente.

Uma das tentativas mais inúteis de unir a Evolução com a fé no Deus bíblico foi o das Testemunhas de Jeová, os quais tentaram contar os dias da criação como dias de mil anos, inspirados em I Pedro 3:8 (o qual é erroneamente interpretado, pois o texto claramente diz que não existe contagem de tempo para Deus, mas todo o tempo é igual). Esforço inútil, pois para que a Evolução ocorresse precisaria de milhões de anos, não de poucos milhares como a interpretação supõe.

Outra, mais recentemente aceita, é a de que o texto de Gênesis não é literal, mas alegórico. Desta forma, Deus não queria que levássemos, como alguns chegam a dizer, a Bíblia tão a sério. Esse tipo de pensamento, e variações do mesmo, faz com que a maioria de crentes (judeus ou cristãos) creiam tanto no Deus da Bíblia e na evolução conjuntamente.

Mas a pergunta que qualquer acadêmico sincero e curioso faria seria: será que o texto realmente dá razão para crermos numa alegoria em Gênesis? Será que os profetas e eruditos antigos pensavam que o texto da criação não era para ser levado a sério? Como que o restante dos livros da Bíblia vêem o texto de Gênesis?

A primeira coisa que gostaria de analisarmos é o próprio texto de Gênesis. Não há nenhum indício de que o texto não se trate de um relato literal, inclusive quando fala sobre o período de tempo:
E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.
Gênesis 1:5
O texto explícita até o tempo percorrido (tarde e manhã, ou seja, noite e dia) e conta o número dos dias. Parece que o texto nos direciona claramente para uma interpretação literal, não é mesmo?

Veja também que o próprio livro recebeu o nome de Gênesis [origem] em sua versão grega, pois trata das origens dos povos. Isto é a interpretação que muitos estudiosos tem sobre a intenção dos autores e dos motivos das histórias contadas ali. Academicamente é inegável este intenção escritural.

Outro fato claro que demonstra a lógica dos dias literais na Bíblia é o próprio sábado e sua descrição. Vejam o texto:

Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.
Êxodo 20:11
Por todo o cânone os efeitos do pecado originado no homem e a purificação do mesmo estão ligados a história inicial de Gênesis. Sem ela, o pecado não tem sentido, muito menos a morte de Cristo.
Porque, como pela desobediência de um só homem [Adão], muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um [Jesus Cristo] muitos serão feitos justos.
Romanos 5:19
Além disso, há textos que reafirmam a criação como algo literal:
Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.
Hebreus 11:3
Veja que esse último texto nega claramente a possibilidade das coisas que parecem com outras terem dado origem a elas ao mesmo tempo que afirma o Gênesis literalmente. Parece até uma antecipação do que aconteceria em 1859, assim como Romanos 1:18-23 fala de como as pessoas olham para a natureza e deveriam ver a Deus manifesto, mas tornam-na em algo que diminui a Deus (no caso do Evolucionismo, destrói o Deus Bíblico).

Em suma, não tem como ler a Bíblia e não considerar o Gênesis como tendo intenção de ser uma obra que conta a verdadeira origem do mundo, seja por acadêmicos (que não necessariamente tem que crer naquilo) como por cristãos, que creem nele como livro inspirado por Deus (II Timóteo 3:16; II Pedro 1:21).

***

Gostaria de deixar claro que se pode crer em Deus e no Evolucionismo, mas isto deixa em cheque a fé na Bíblia e no Deus que ela descreve. Há várias religiões e vários deuses para se crer, mas não há como sinceramente juntarmos a teoria evolucionista e o Deus revelado na Bíblia sem com que nos ceguemos para as professas verdades ditas por um ou outro, ou até por ambos.

sexta-feira, 19 de março de 2010

declínio da fé e o suicídio

O declínio da fé religiosa foi disfarçado até o fim da Segunda Guerra Mundial pelas religiões substitutas como a fé no progresso, o nacionalismo e várias outras falácias totalitárias. Tudo isso foi estraçalhado pela Guerra. Já em 1942, ALBERT CAMUS tranqüilamente indagava por que razão, já que a vida tinha perdido toda a sua significação, o homem não haveria de buscar uma saída no suicídio.
ESSLIN, Martin. Teatro do Absurdo. Rio de Janeiro: Zahar editores, 1966.

segunda-feira, 15 de março de 2010

sexo

E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra...
Gênesis 1:27 e 28.

Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
Gênesis 2:24
Vê-se por esses textos que o sexo foi uma criação divina, para infelicidade de todos aqueles que diabolizam o mesmo (normalmente por não poderem fazer ou por não gostarem de fazê-lo).

Mas a Bíblia não termina aí seus textos a respeito da atividade sexual. Como é um tema constante na vida humana, nenhum texto antigo ou novo deixa de tratar dele. Com a Bíblia não é diferente.

Pela lógica bíblica, os primeiros casais a se formarem eram de irmãos com irmãs. Mas isto mudou. Segundo o texto bíblico, (Levítico 18 é o principal) não deve-se deitar com parente próximo (v. 6). Muitos usam este texto para mostrar que a relação sexual entre primos é incesto, mas os exemplos dados pela Bíblia não envolvem os primos, inclusive vemos claramente primos se casarem na mesma (Juízes 1:12 e 13).

Para ser mais claro, estes versos mostram que incesto é a mistura de sangues de pessoas com a mesma ascendência. Quando fazemos sexo com alguém, conhecemos esta pessoa e nos tornamos uma só carne com ela até a morte de um dos parceiros. Então incesto seria atividade sexual de pais com filhos ou netos, irmãos com irmãos (mesmo meio irmãos), sogros com noras, cônjuges dos pais com os filhos desses, tios com sobrinhos e ter atividade sexual com irmão (ã) de alguém que você já tenha tido relação e ainda vive.

Os motivos do incesto passar a existir a partir de tal ponto da Bíblia não é explicado, mas com a moda higienista do século XIX, médicos começaram a justificá-lo através do genes, dizendo que esta proximidade sanguínea causava aberrações genéticas (defeitos congênitos). Fora com estes argumentos que acrescentaram os primos entre os casos incestuosos.

Lembrando que todos os relacionamentos citados acima eram entre pessoas de sexo diferente. Nos versos 19 à 30 do mesmo capítulo, coloca que uniões homossexuais (v. 22) e outros tipos e maneiras de fazer sexo são abominações e não incestos.

Agora entenderemos melhor ainda a questão sexual como união de sangues e pessoas. Vejamos este texto de Paulo:

Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo, e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo.
Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne.
Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito.
Fugi da prostituição.
I Coríntios 6:15-18.
Veja bem. Qual seria o problema de ser um só corpo com uma meretriz? Exato. Provavelmente você não seria um só corpo com ela, mas com ela e com os demais que se relacionaram sexualmente com ela.

...

Claro que essa descoberta é dolorosa para quem já se deitou com mais de uma pessoa na vida. Principalmente nos dias de hoje, no que sexo não é mais visto como privilégio dos casais casados.

Mas e agora? Estou perdido? De forma alguma.

Oséias exemplificou essa situação com o casamento mimético ordenado por Deus a ele (Oséias 1 à 3). Deus manda ele se casar com uma mulher prostituta (que já teve diversas relações sexuais, não exatamente a profissional do ramo). Ela o abandona e Deus pede para ele ir atrás dela e se conciliar com ela.

Um dos versos mais bonitos desta história é o 2:21:
Eu te desposarei a mim para sempre,
Eu te desposarei a mim na justiça e no direito,
no amor e na ternura.
O verso negritado tem um significado especial. Vejamos a nota da Bíblia de Jerusalém:

Este verso é usado na Bíblia somente referindo-se a uma jovem virgem. Deus suprime, assim, totalmente o passado adúltero de Israel, que é como criatura nova (p. 1587, nota c).
É isso que ele faz conosco. Mesmo errando, segundo Seus preceitos, Deus vem atrás de nós e nos perdoa, levando-nos a Ele como se não tivessemos nunca errado.

Que amor incrível! Que após conhecer este amor sejamos purificados e vivamos segundo a santa vontade de nosso Senhor.
Amém.

terça-feira, 9 de março de 2010

A queda de Satanás e seus anjos (Apocalipse 12)

Há muita discussão, mesmo entre os religiosos, a respeito do papel e natureza de Satanás.

O adversário é tomado muitas vezes como uma figura mítica, apenas um símbolo do mal, ou um espírito necessário que faz o papel sujo que Deus não quer fazer.

Claro que há muitos outros ditos sobre esta figura, mas gostaria de estudar exegeticamente a visão desse no capítulo 12 de Apocalipse:
E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas.
E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; [...]
E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos;
Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus.
E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.
Apocalipse 12:3-4;7-9
Antes de iniciar a exegese desses versos, gostaria de lembrá-los que o Apocalipse, como todo o novo testamento, remete-se claramente para diversos textos das escrituras hebraicas e neotestamentárias, tornando mais que válida a investigação de suas fontes.

Claramente o texto identifica o Dragão e as estrelas do Céu (Satanás e seus anjos). Mas mais e como o texto mostra que Satanás converteu para si anjos que eram de Deus.

Em Isaías 9:15 diz que "cauda" é o profeta que ensina falsidade. Vemos que claramente o texto diz que Satanás arrastou com sua cauda, ou seja, convenceu com suas mentiras a terça parte dos anjos de Deus, assim como ele também convenceu Adão e Eva no Éden (veja que Satanás e a antiga serpente também), fazendo com que os mesmos se tornassem anjos seus e não mais do Criador. Esta é uma prova inconteste que os anjos também tem livre-arbítrio (poder de escolha).

Outro fator interessante é entre a guerra de Satanás com Miguel. Muitos teólogos cristãos identificam o arcanjo (maior dos anjos) Miguel como o próprio Jesus, pois a tradução hebraica de seu nome significa aquele que é como Deus. O próprio Jesus se identificava como sendo como o Pai.

Tanto esta guerra como o nome adversário (Satan significa adversário) já mostram que este ser não está de acordo com os planos divinos, sendo assim um antagonista, não alguém que simplesmente obedece seu superior. Vemos em Jó ele provocando a Deus para que o mesmo ferisse Jó. A tentação de Jesus no deserto também mostra o mesmo indo contra os planos de salvação da humanidade.

A culpa de Satanás sobre o pecado é tão grande que o mesmo será destruído junto com os demais enganadores (Apocalipse 20:10 e 15). Vemos também que a morte só existe para aqueles que pecaram (Romanos 6:23).

Sendo assim, não há dúvidas que Apocalipse deixa claro que Satanás é o líder da rebeldia contra Deus tanto no Céu quanto na terra. Ele é o principal antagonista de Deus e suas mentiras seduziram tanto os anjos do Céu quanto Eva. Suas sugestões fizeram com que a dúvida a respeito da justiça de Deus e de sua palavra ser verdadeira.

Só não podemos esquecer que ainda temos escolha: sermos filhos de Deus, ou filhos do Diabo (I João 3:8).
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Veja também Anjos aqui.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Muros do templo de Salomão são encontrados

Estes muros estão a muito tempo desaparecidos. Alguns até duvidavam da existência do templo construído por Salomão por falta de evidências, mas, aparentemente, isto está solucionado.

O post está nestes sites, mas em inglês. Dêem uma olhada aqui (Arqueology daily) e aqui (Fox News).

Não há certeza completa sobre estes muros serem do templo de Salomão, mas pela datação é bem provável.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A Idade da Razão

A Idade da Razão é um romance filosófico de Jean Sartre onde seu clímax é alcançado ao fim da obra onde o personagem principal se encontra na "idade da razão".

O que seria esta "idade da razão"? Segundo a obra, seria exatamente o momento que o homem descobre sua nulidade. Exatamente! O momento em que o homem entende que ele não é nada e que todos os seus sentimentos, desejos e aspirações são temporárias e condicionais. É um momento que entendemos que nada somos e para lugar nenhum iremos. É uma noção triste e pessimista sobre a realidade humana, mas para o ser que está passando pela idade da razão é visto como apenas "realidade".

Para Sartre, esse conceito é um conceito motivador das verdadeiras obras. Depois de aceitar sua verdadeira realidade nulificada é que encontramos real motivação para viver e construir propósitos e lutas. Sartre era um filósofo ativista ateu e acredito que seus pressupostos saíram de experiências pessoais, pois não entendo muito bem de onde ele concluí isto ou como o saber do nada, em seus conceitos, poderiam motivar alguém. Talvez não entenda por não ler as duas obras seguintes, as quais continuam a trilogia "Os caminhos da liberdade".

Já um amigo e rival tem uma opinião um pouco mais semelhante a minha a respeito da "idade da razão". Albert Camus, em seu livro A Queda, descreve a vida de um homem boêmio que amava seu estilo de vida e a intensidade em que vivia. Ao se deparar com a "idade da razão" ele perde todo o sentido de sua vida. Ao descobrir que suas atitudes não tem real valor, que sua vida é vazia e falta significado ele entra num estado de desespero amplo, não encontrando caminho para onde ir.

Chegando ainda ao cúmulo desta noção, temos a obra O Estrangeiro do mesmo autor, onde a personagem principal mostra sua indiferença enquanto a todos os aspectos de sua vida. Ele é um personagem extremamente neutro em todas as situações em que vive, se preocupando exclusivamente com os sentimentos imediatos de seu ser, não se importando com seu futuro. Sua nulidade é tão grande que não teme a pena pelo assassinato que cometera. Nem a promessa de um Céu poderiam lhe motivar uma defesa ou confissão de pecados para ter alguma esperança futura de vida. Com este exemplo horrendo sobre a "idade da razão", Camus tenta deixar claro sua filosofia a respeito da idade da razão e de sua negatividade para a sobrevivência e motivação humana.

Mas estes sentimentos de vazio tão existentes no existencialismo nascido no século XIX e que encontrou sua expressão máxima na primeira metade do século XX não é tão recente na história da humanidade. O livro hebraico chamado na Bíblia cristã de Eclesiastes já continha estas noções de vazio e nulidade. A resposta a este vazio estava contida no prazer expresso nas pequenas coisas do viver diário e na obediência a Deus, preparando o ser para o encontro com O próprio no juízo vindouro.

Claro que este pessimismo não é comum a bíblia hebraica, mas a noção do vazio humano e de sua total dependência de Deus é notória por todas as páginas antigotestamentárias.

Este vazio é reafirmado e intensificado nas páginas de Paulo em sua carta aos romanos:
Pois quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma, pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado;
Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.
Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus.
Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.
A sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios;
Cuja boca está cheia de maldição e amargura.
Os seus pés são ligeiros para derramar sangue.
Em seus caminhos há destruição e miséria;
E não conheceram o caminho da paz.
Não há temor de Deus diante de seus olhos.
Romanos 3:9-18
Este é o conhecimento que todo cristão deve ter de si e de sua situação perante Deus. Sim, é a "idade da razão" sartreana. Mas Deus também vê como Camus via. Idade da razão sem esperança é morte. Por isso a solução Cristã para este autoconhecimento da realidade é não depender de si mesmo, mas dos méritos e poder de outro ser:

Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
João 15:5
Ter consciência de nossa inconstância e contradições diárias nos faz entrar na "idade da razão", mas a Bíblia apresenta Alguém que é maior que nossas falhas e mais misericordioso também. Que possamos ter esperança no amanhã, pois nossa vida tem propósito ao lado de Cristo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O Código Da Vinci

Nenhum livro da atualidade causou tanto reboliço na mente das pessoas a respeito das verdades ou integridade do cânone bíblico quanto O Código da Vinci de Dan Brown.

Apesar do livro ter sido declarado como um obra de ficção, os leitores são enfeitiçados pela bela lógica do romance. O que seduz ainda mais são as descrições e interpretações de lugares e objetos reais, encadeados de forma a criar verossimilhança aos leitores menos informados.

Ainda se tornou maior o fascínio quando toda a mídia começou a produzir respostas e afirmativas da possível descendência de Jesus Cristo com Maria Madalena na terra. Tanto as afirmações como as contrafações foram muito bem compensadas financeiramente pelo mundo.

O próprio Dan Brown afirma acreditar nos argumentos expostos no livro, dando maior credibilidade ou no mínimo criando uma dúvida a respeito dos escritos bíblicos.

Essa teoria conspiratória tem como seu alvo suplemo a Igreja Católica Apostólica Romana. Interessante como o nome "cristianimo" é mais associado as práticas cristãs católicas do que as próprias práticas do cristianismo canônico descrito no Novo Testamento. Mas, digressões a parte, não fora apenas a igreja romana que fora atingida, mas a própria fidedignidade dos discípulos de Jesus.

A mistura de um único apócrifo com uma interpretação de uma citação "lacunar" aponta, segundo a obra, Jesus como marido de Maria Madalena e especulações sobre a ordem templária de cavaleiros cruzados levam a um João feminilizado a virar Maria Madalena (sumindo, com isso, com um dos discípulos) num dos quadros mais famosos de Da Vinci. Parece pouco, mostrando assim, mas o encantamento com a obra e a nossa paixão por teorias conspiratórias cuidam do resto.

A verdade e que tanto o History, Discovery e National Geografic Chanels ainda trabalham com essa polêmica tão rentável, desde seu surgimento em 2003, propagando está especulação, já desmentida por heruditos, que está minando a fé de tantos nas palavras que mais tem transformado vidas na história da humanidade.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A alma imoral - Rabino Nilton Bonder (CPFL Cultura)


O Rabino Nilton Bonder fala algo que vai contra o mito do corpo profano e alma santa ao expôr seu livro A alma imoral, que agora virou peça de teatro.

Ele aborda uma visão de mundo mais religiosa, mas estremamente coerente, mostrando interpretações de episódios bíblicos que afirmam a tensão do ser humano com suas limitações morais.

Ótimo vídeo (veja aqui) que nós é trazido mais uma vez pela CPFL Cultura.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Testemunha de Jesus - Epístola de Mateus e templo de Jesus


Aqui está demonstrado, através de métodos de datação histórica/arqueológica, a possibilidade do evangelho de Mateus ter sido escrito por testemunhos oculares. Imperdível!

Veja o vídeo da Discovery na TV UOL aqui.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Perguntas a um cientista

Caso você visse um milagre, você o comunicaria a comunidade científica?

Caso você sofresse um acidente junto com sua esposo e ela ficasse a beira da morte, levando-o a desesperadamente implorar pela vida dela a Deus, e Ele automaticamente ouvisse, você contaria?

Caso você fosse abordado por sujeitos violentos e um anjo aparecesse e te salvasse, você relataria isso a comunidade?

Caso Jesus se mostrasse pessoalmente a você, você avisaria a todos de sua real existência?

Suponha que você estivesse firmemente convicto que qualquer experiência sobrenatural que lhe comprovasse a existência de Deus fosse real, você falaria a todos, incluindo ao meio científico e midiático, mesmo podendo cair no ridículo e dar descrédito aos trabalhos que você já realizou?


Veja que qualquer pessoa que tenha uma real e verdadeira experiência espiritual está sujeita ao silêncio por simples medo da reação dos outros, de cair no descrédito ou ser contado junto aos crentes que por muitas vezes foram alvos de seus risos e sarcasmos. A ciência e a mídia enobrecem os que não dependem de Deus e chamam de simplórias as pessoas que professam qualquer fé.



Deus seria muito mais aceito caso nós fossemos mais corajosos em testemunharmos o que vimos e vivemos em nome dEle, independente das consequências.